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Missa de 7º dia da morte de Campos reúne Marina, Temer e autoridades em Brasília

O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2014 | 12h 53

Cerimônia lota Catedral Metropolitana; no Rio, partido também faz homenagem a ex-governador

Ampliado às 15h20

Brasília - A missa de sétimo dia da morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB) e dos outros seis passageiros do avião que caiu em Santos (SP), reuniu a provável sucessora do pernambucano, Marina Silva, o vice-presidente da República, Michel Temer, ministros do governo Dilma, do Tribunal de Contas da União (TCU), onde trabalha a mãe de Campos, Ana Arraes, além de políticos da Rede, do PSB e de outros partidos políticos. Na cerimônia realizada nesta terça-feira, 19, na Catedral Metropolitana de Brasília, o arcebispo de Brasília, Sérgio Rocha, lembrou que Campos, mesmo sendo político, sempre valorizou a família e fez questão de externar publicamente sua "fé cristã".

"Campos não teve medo de testemunhar a fé cristã publicamente numa época marcada por tanto pluralismo religioso", afirmou o arcebispo. "Campos recebeu o abraço de sua própria família e da sua grande família, o povo brasileiro e em especial o povo pernambucano", completou Rocha, durante a cerimônia, que lotou a catedral.

Na primeira fila sentaram-se Temer, o líder do PSB no Senado e candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, Marina Silva, que deverá ser oficialmente confirmada nesta terça como cabeça de chapa da coligação, e o marido dela Fábio. Evangélica, Marina permaneceu a maior parte da cerimônia católica contrita em seu lugar e, em alguns momentos, cantou músicas religiosas. Ela não cumprimentou Temer no ritual católica da "paz de Cristo", quando os presentes às cerimônia cumprimentam-se com o aperto de mão e também não comungou.

A missa contou com a presença dos ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, da Cultura, Marta Suplicy, dos ministros do TCU, o presidente Augusto Nardes, e José Múcio Monteiro, que é pernambucano. O presidente em exercício do PSB, Roberto Amaral, assim como o mais cotado para ser o vice na chapa de Marina, o deputado Beto Albuquerque (RS) não compareceram. Amaral está no Recife tratando da escolha do vice de Marina e Beto viajou hoje para a capital pernambucana, segundo o senador Rollemberg.

Parlamentares do PSB fizeram as leituras religiosas durante a cerimônia: a deputada Luiza Erundina (SP) e os senadores Rodrigo Rollemberg (DF) e Lídice da Mata (BA). A cerimônia foi fria, sem políticos se emocionando ou chorando. Assessores do partido e da Rede e admiradores de Campos e das demais vítimas ficaram mais emocionados.

"Eu percebi que todos rezaram, a partir do bispo, do pároco, todos que estavam aqui rezaram para guardar em seu coração a memória deste grande homem público que foi Eduardo Campos", afirmou Temer, numa rápida declaração na saída da cerimônia. O ministro Gilberto Carvalho não falou com a imprensa na saída.

No Rio. A pedido do PSB, foi realizada missa também na Igreja da Candelária, no centro do Rio. Cerca de 40 pessoas ligadas ao partido participaram da missa.

"Eduardo fez uma declaração clara de que a política pode ser diferente, que não precisamos estar presos aos velhos padrões. Agora esse legado passa a ser conhecido pelo Brasil todo, e isso será fundamental para a nossa candidatura. No Rio, Marina teve votação histórica nas últimas eleições. Ela tem tudo para levar o legado dele adiante", disse o presidente do partido no Rio, deputado federal Glauber Braga, antes da cerimônia. / Ricardo Brito, Ricardo Della Coletta, Nivaldo Souza, Daiene Cardoso e Roberta Pennafort