Análise: Ministro terá dura tarefa de garantir pacote de Wagner

A tarefa do ministro Aldo Rebelo no comando da Defesa é dura - terá de garantir a execução das seis prioridades arduamente negociadas por seu antecessor, Jaques Wagner, ao longo de 10 meses de gestão.

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2015 | 02h06

O pacote é amplo, envolve uma frota de submarinos, novos jatos cargueiros, milhares de blindados, dezenas de helicópteros, lançadores de foguetes de alto desempenho, mísseis de cruzeiro, e as seções iniciais de uma formidável rede de blindagem de 18 mil quilômetros de fronteira.

Não é só: Aldo será o responsável pela preservação do delicado cronograma dos contratos de fornecimento de 36 caças suecos para a aviação de combate - compromissos de parcerias binacionais que vão abranger em variado nível, até 120 empresas do Brasil.

O dinheiro envolvido é gigante e terá de ser aplicado além de 2030. Até 2018, mesmo com o alongamento de prazos e vencimentos, serão necessários cerca de R$ 5,2 bilhões - e esse número é considerado conservador, deixando de fora parte do custo financeiro.

Aldo Rebelo chega ao Ministério da Defesa com apoio e simpatia dos quadros militares. Ontem, durante a posse, fechou o foco em duas preocupações: o cuidado com as fronteiras, a atuação da Defesa nos grandes eventos, como os Jogos Olímpicos, e na garantia da lei e da ordem - "as nossas missões", disse. É marcha nos quartéis.

 

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