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Ministro do Supremo nega pedido de Delcídio para suspender processo no Conselho de Ética

Argumentação de Delcídio questionava a postura do deputado Telmário Mota (PDT-RR), relator do processo no Senado, por deixar 'transparecer indisfarçável predisposição condenatória'

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Isadora Peron,
O Estado de S.Paulo

16 Março 2016 | 12h14

BRASÍLIA - O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira, 16, o pedido do senador Delcídio Amaral (PT-MS) para suspender o processo que pede a cassação do seu mandato no Conselho de Ética do Senado.

Nesta quarta, o colegiado se reúne para analisar o parecer do relator Telmário Mota (PDT-RR), que admitiu o processo contra Delcídio na Casa. Telmário afirma que há indícios de quebra de decoro na conduta do senador durante a negociação para fuga do ex-diretor da área internacional da Petrobrás Nestor Cerveró.

No pedido, a defesa de Delcídio questionava a postura do relator do caso, que já teria deixado “transparecer indisfarçável predisposição condenatória”. Também afirmava que a decisão do conselho de abrir ou não um processo poderia ser tomada nesta quarta porque o senador ainda se encontra no período de licença médica.

Para o ministro do STF, no entanto, o processo que poderá levar a cassação de Delcídio pode continuar tramitando normalmente no Senado.

Entre os senadores, a sensação é que não há como Delcídio salvar o mandato depois de ter fechado um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Nesta terça-feira, o conteúdo dos depoimentos veio a público. Além de fazer acusações contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador também cita nomes de colegas, como o do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele também admitiu ter recebido propina do esquema de corrupção da Petrobrás investigado pela Operação Lava Jato e terá que devolver R$ 1,5 milhão aos cofres públicos.

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