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André Dusek|Estadão

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'Papel do juiz é o de resolver conflitos, e não criar', diz ministro do STF

Em declaração, Teori Zavascki, que é relator de uma das ações contra posse de Lula na Casa Civil não fez menção a Sérgio Moro, juiz da lava jato que divulgou conversas telefônicas entre o ex-presidente e Dilma

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Rene Moreira, especial para O Estado,
O Estado de S.Paulo

18 Março 2016 | 18h14

O minsitro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, alfinetou, sem citar nomes o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância. A fala ocorreu em evento nesta sexta-feira, 18, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo,  quando o ministro recebeu o título de cidadão ribeirão-pretano.

Relator na Corte de uma das ações contra a posse do ex-presidente Lula na Casa Civil, Teori disse que o "papel do juiz é o de resolver conflitos, e não criar conflitos".

Falou ainda que juiz não deve buscar holofotes e que "o poder judiciário tem que exercer seu papel com prudência, com serenidade, com racionalidade, sem protagonismos, porque é isso que a sociedade espera de um juiz", disse.

Ele deu as declarações durante discurso na Justiça Federal da cidade, após receber a homenagem proposta pelo vereador Cícero Gomes da Silva (PMDB) e aprovada por unanimidade na Câmara.

Crise. Zavascki defendeu que não cabe aos magistrados resolverem questões políticas ou econômicas, pois "os juízes não são protagonistas".

"O princípio da imparcialidade pressupõe uma série de outros pré-requisitos. Supõe, por exemplo, que seja discreto, que tenha prudência, que não se deixe se contaminar pelos holofotes e se manifeste no processo depois de ouvir as duas partes", disse.

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