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Elza Fiúza|Estadão

Ministro deixa em aberto se vai tirar licença para votar em Picciani para liderança do PMDB

Diante disso, aliados do deputado federal Hugo Motta (PB), também candidato na disputa, pressionam o governo para evitar que Marcelo Castro deixe a pasta

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Daniel Carvalho, Carla Araújo e Isadora Peron,
O Estado de S. Paulo

15 Fevereiro 2016 | 13h47

Brasília - Aliados do atual líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), dizem que já está certa a licença de Marcelo Castro do cargo de ministro da Saúde para votar em Picciani na disputa pela liderança da bancada do partido na Casa. O ministro, no entanto, disse na manhã desta segunda-feira, 15, que "não há nenhuma definição" sobre o assunto.

Diante disso, aliados do deputado federal Hugo Motta (PB), também candidato na disputa, pressionam o governo para evitar que o ministro deixe a pasta para votar em Picciani. Apoiadores de Motta dizem que, caso o parlamentar saia vitorioso na votação desta quarta-feira, 17, dirão ao Palácio do Planalto que Castro não representa a bancada e que será ministro da cota pessoal da presidente Dilma Rousseff.

"Hugo Motta vai sofrer pressões horrorosas no sentido de 'você vai premiar alguém que fez um ato de hostilidade não só com a bancada, mas com o Brasil?'. Marcelo deixa de representar a bancada. Se Dilma o colocar de volta, é na cota pessoal dela", afirmou o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

Em outubro do ano passado, ao se aproximar do governo, Picciani conquistou o direito de indicar dois ministros em nome da bancada. Escolheu os deputados Marcelo Castro (PI) para a Saúde e Celso Pansera (RJ) para Ciência, Tecnologia e Inovação. Pansera não tem sido assediado para retornar à Câmara porque seu suplente já é do PMDB. No caso de Castro, o suplente é do PDT.

"Se Marcelo fizer isso (se afastar temporariamente do Ministério), vai demonstrar que não é ministro do PMDB, é de Picciani, do Rio de Janeiro. Dilma vai ter que arcar com as consequências", disse Vieira Lima.

Empenhado na campanha de Hugo Motta, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chegou a Brasília na noite de domingo, 14, e desde então tem feito reuniões atrás de votos para seu afilhado.

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