Mastrangelo Reino/Estadão
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Ministro da Justiça italiano adia por mais 15 dias extradição de Pizzolato ao Brasil

O adiamento aconteceu no mesmo dia em que a Corte Europeia de Direitos Humanos, na França, negou o recurso da defesa do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil que pedia a suspensão da extradição

Janaína Cesar, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 18h54

O Ministro da Justiça italiano Andrea Orlando adiou por mais 15 dias a extradição de Henrique Pizzolato ao Brasil. A informação foi confirmada por fonte do órgão e está correndo nos corredores do ministério italiano. O Brasil deve ser informado oficialmente nesta quarta-feira, 7.

O adiamento aconteceu no mesmo dia em que a Corte Europeia de Direitos Humanos, na França, negou o recurso da defesa do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil que pedia a suspensão da extradição. O que levou o ministro a tomar tal decisão foi a pressão política que está sendo feita por um grupo de senadores que está lutando contra a extradição do ítalo-brasileiro.

Segundo a assessoria de imprensa de Orlando, a decisão foi tomada por questões burocráticas que ainda estão pendentes.

Na certeza de levar Pizzolato à Papuda, o governo brasileiro mandou nesta segunda três agentes da Polícia Federal para poder providenciar todo o trâmite burocrático. Mas parece que não será nem dessa vez que o condenado no processo do Mensalão voltará ao País. 

Giuseppe Albenzio, representante do ministério da justiça italiano, foi pego de surpresa, disse não saber de absolutamente nada e tenta dar uma explicação para tal decisão. "O que pode ter acontecido é que a Corte Europeia tenha negado a suspensão da extradição, mas tenha tido como admissível o recurso. Quando um recurso é admissível, ele deve ser discutido, mas é praticamente impossível que marque uma audiência para os próximos 15 dias."

Alessandro Sivelli, advogado de Pizzolato, disse ter sabido extra oficialmente da notícia sobre a prorrogação de 15 dias e que ele mesmo teria informado alguns parlamentares sobre a decisão do ministro. "Para mim foi uma surpresa, mas não entendi o motivo, não tenho a menor ideia do que está acontecendo", diz. Segundo ele, uma comunicação oficial foi mandada à Penitenciária Sant´Anna, de Modena, onde Pizzolato está preso. Mas não sabe se o brasileiro já foi avisado ou não.

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