Ministro articula com Chinaglia composição da CPI da Anatel

Comissão investigará serviços prestados pelas empresas de telefonia de 1997 a 2007

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h55

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, começou a articular com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a composição da CPI da Anatel, que irá investigar os serviços prestados pelas empresas de telefonia fixa e móvel de 1997 a 2007. Costa informou que conversou com Chinaglia para que a Comissão seja formada por parlamentares que conheçam o setor e que estejam bem informadas sobre as questões que envolvem as telecomunicações no País. Costa disse ainda que pretende conversar com lideranças do governo no Congresso para mostrar que o momento é impróprio para a CPI. Na opinião do ministro, a CPI vai atrapalhar o processo de elaboração do novo marco regulatório de comunicação para os setores de telefonia, TV por assinatura e televisão aberta. "Mais uma vez vamos empurrar a questão da lei geral para frente", disse o ministro em entrevista, depois de participar de reunião do Comitê do Rádio Digital. Ele avalia que depois de colhidas as assinaturas e criada a comissão não há como impedir seu funcionamento. Costa afirmou que os contratos atuais da telefonia, que entraram em vigor em janeiro do ano passado, foram exaustivamente discutidos pela Anatel, pelas empresas, por entidades de defesa do consumidor e pela sociedade em geral. "Estamos voltando à discussão de um assunto, principalmente sabendo que de cinco em cinco anos temos a revisão dos contratos". Ele pondera ainda que o nome dado à comissão pode prejudicar a Anatel. "A CPI vem inclusive sendo colocada de uma forma errônea, da mesma forma que foi feito com os Correios, que trouxe um tremendo prejuízo para a história dos Correios. Agora estão querendo fazer a mesma coisa com a Anatel, é a CPI da Anatel", afirmou, lembrando que a CPI dos Correios não era para investigar a companhia e sim atos de corrupção praticados por funcionários.

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