Ministérios negam direcionamento a Estados de origem

Questionadas, pastas respondem à reportagem

Thiago Faria e Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2018 | 21h00

O incremento nos repasses a Alagoas e a prioridade ao Estado em agendas do ministro do Turismo, Marx Beltrão, não representam favorecimento, disse a pasta. Segundo o ministério, a concentração de recursos na região deve-se ao fato de o Nordeste ser apontado em pesquisa como destino preferido dos brasileiros.

O Ministério da Saúde informou que houve aumento de convênios para todos os Estados e que, no caso do Paraná, a maior parcela dos recursos faz parte do fortalecimento do complexo industrial da saúde no País. A Integração Nacional afirmou que “não há favorecimento ao Pará”. Helder Barbalho disse que o levantamento exclui obras estruturantes e verbas emergenciais.

A Agricultura citou dados sobre a produção agropecuária de Mato Grosso para justificar o incremento nos repasses. O Ministério do Meio Ambiente também negou que o ministro Sarney Filho favoreça o Maranhão. O Ministério do Desenvolvimento Social afirmou que o ministro Osmar Terra “recebe mais convites para agendas no Rio Grande do Sul por ser seu Estado de origem”.

Gilberto Kassab (Comunicações) e Aloysio Nunes (Itamaraty) disseram que dão prioridade a São Paulo, mas por motivos distintos. “O Estado responde por parcela expressiva das atividades de inovação e vinculadas aos setores de tecnologia e telecomunicações, que são do escopo do ministério”, disse a assessoria de Kassab. Nunes disse que a prioridade dada a São Paulo se dá por questões políticas.

O Ministério da Educação disse que adota o princípio da economicidade, já que Mendonça Filho tem direito a voltar a Pernambuco nos fins de semana. A pasta dos Transportes informou que Mauricio Quintella não teve agenda oficial porque se licenciou em dois períodos recentemente. O Ministério do Esporte não respondeu ao Estado. .

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