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Ministério Público e Polícia fazem ação contra boatos sobre Aécio

Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo

11 Junho 2014 | 20h 15

Operação foi deflagrada após PSDB entrar com representação contra 'quadrilhas virtuais' que atuariam contra o pré-candidato

O Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira, 11, uma operação de busca e apreensão de computadores e equipamentos de pessoas que estariam difamando o senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência, nas redes sociais. A ação, que contou com o apoio da Polícia Civil, ocorreu no âmbito de uma investigação dos promotores sobre uma suposta "quadrilha virtual" que estaria atuando de forma coordenada para disseminar boatos sobre a vida privada do tucano. 

O MP instaurou um procedimento investigatório depois de receber uma representação do PSDB, que identificou com autorização judicial os endereços de IP (o número de registro) dos computadores dos envolvidos. Uma das máquinas estava localizada na sede da Eletrobrás no Rio de Janeiro. Outra representação foi apresentada pela legenda ao Ministério Público de São Paulo depois que os advogados de Aécio identificaram que parte dos ataques virtuais partiram de computadores da prefeitura de Guarulhos, que é administrada pelo PT.

Um dos alvos da operação desta terça, a jornalista Rebeca Mafra disse ao site da revista Fórum que encontrou sua casa "revirada" e que foram levados todos os seus equipamentos eletrônicos, inclusive máquina fotográfica e cartão de memória. Ela afirmou que não é filiada a nenhum partido e negou ter difamado Aécio nas redes sociais. Temendo desgaste a imagem de Aécio com o episódio, o PSDB produziu uma nota esclarecendo que "em nenhum momento requereu a realização de busca e apreensão de quaisquer equipamentos ou documentos, sejam em residências ou em sedes de empresas".

Segundo a legenda, os pedidos solicitados limitaram-se aos que são padrão nesse tipo de investigação: "oitiva de testemunhas, depoimento dos suspeitos já identificados como participantes da quadrilha, e providências para apuração se essas pessoas são remuneradas por terceiros pela execução dessas ações". A assessoria do MP não quis comentar o caso da jornalista alegando que o processo corre sob segredo de justiça.

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