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Mesmo com cortes, presidente tenta manter vitrine social

- Atualizado: 13 Fevereiro 2016 | 07h 48

Programas sociais serão afetados por corte no Orçamento

O aperto no Orçamento obrigará o governo a cortar programas sociais, mas a presidente Dilma Rousseff faz de tudo para preservar ao máximo o Bolsa Família, considerado a vitrine petista desde a gestão Lula. O plano, porém, já perdeu recursos no ano passado.

Com muitas dificuldades para cumprir a meta fiscal, o governo decidiu adiar para março o anúncio da tesourada no Orçamento. Tenta, com isso, ganhar tempo para analisar mais detidamente as contas e evitar que programas em curso e promessas de campanha sejam dizimados.

O cenário, porém, é sombrio: a arrecadação está desabando e a cogitada meta de economizar R$ 24 bilhões para pagar a dívida pública significa atingir em cheio áreas sociais, como saúde e educação. Na visão do ex-presidente Lula, seria um suicídio político.

Dilma pediu ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que refizesse todos os cálculos. Enquanto isso, o governo editou decreto “provisório” de gastos no primeiro trimestre.

Já está certo, porém, que programas como Ciência Sem Fronteiras e Minha Casa Minha Vida serão revistos. No caso das bolsas de estudo no exterior, haverá redução do número de participantes. Dilma já admitiu, também, que não será possível cumprir a meta de construir 3 milhões de moradias até 2018, quando termina seu segundo mandato.

A avaliação do Palácio do Planalto é de que a crise política atrapalha a economia e cria um ambiente de instabilidade, assustando os investidores. O maior receio, agora, é de que a equipe tenha de mexer em símbolos do PT, como o Bolsa Família. Movimentos sociais ligados ao partido já avisaram que, se isso ocorrer, o governo pode se preparar para enfrentar mais desgaste.

Há também forte cobrança para que Dilma arquive o plano de reformar a Previdência Social, mas ela resiste. É nesse cenário que a presidente tenta governar, entre a pressão do PT e a espada do Orçamento.

A dúvida é quanto tempo Dilma sobreviverá com a popularidade em baixa e sem fazer o que os petistas querem. Embora o processo de impeachment tenha perdido força, a presidente tenta se reaproximar de Lula e do seu próprio partido porque, sem eles, tudo pode piorar ainda mais.

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