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Mercadante deixa plantão da Copa para rebater críticas de Aécio

VICTOR ALVES - Agência Estado

15 Junho 2014 | 20h 05

Seguindo orientação do Planalto, ministro-chefe da Casa Civil convoca entrevista para responder a declarações dos adversários

Atualizado em 16.06

BRASÍLIA - O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, deixou ontem o plantão do Centro de Monitoramento da Copa, que monitora protestos, para engrossar o coro dos petistas contra a declaração do candidato tucano ao Planalto, Aécio Neves, segundo a qual "um tsunami vai varrer" o PT do governo federal.

Mercadante usou o recorrente discurso do governo e do PT de comparações com a gestão Fernando Henrique Cardoso. Ele disse que "o único tsunami foi o que tivemos no passado".

Ele aproveitou para listar dados econômicos do governo Dilma Rousseff e compará-los com a gestão de FHC. "Nas últimas três campanhas o povo votou para não voltar ao passado. Essa é uma candidatura (a de Aécio) que depois de um ano e meio de oposição não apresentou proposta para o futuro do país. A candidatura não tinha um vice, não tinha propostas e gastou um tempo precioso para atacar o nosso governo", afirmou o chefe da Casa Civil.

Segundo ele, o governo do PT foi melhor em todos os aspectos quando comparado ao tucano. Ele listou dados de programas educacionais, falou que a era petista acabou com o sucateamento das universidades e melhorou o acesso à educação básica e infantil e ao ensino médio. Mercadante também abordou o problema energético pelo qual o País passa. "Eles falam de energia, mas omitem o apagão no passado e a alta sem precedentes das tarifas", disse.

Os programas e benefícios sociais também foram exaltados por Mercadante, que fez várias referências ao Bolsa Família. "Temos uma política social integrada, elogiada e copiada por muitas nações", afirmou. Ele disse ainda que antes do governo do PT o País tinha inúmeros programas separadas e pouco efetivos.

Tempestade. O ministro também fez referência a uma frase do ex-ministro da Fazenda Delfim Neto, que há alguns meses disse que o Brasil estava prestes a viver uma "tempestade perfeita" - termo cunhado por ele para explicar o momento de turbulência econômica que o País passaria com a mudança da política econômica nos Estados Unidos e as repercussões dela sobre o Brasil, além de fatores domésticos que, em conjunto, vem afetando a atividade econômica brasileira, como baixo crescimento e inflação elevada. "Ficaram falando em tempestade perfeita e tivemos um verão tranquila", disse o petista.

Segundo ele, todos os ministros estão convocados a defender suas pastas e mostrar as políticas públicas. Trata-se de uma orientação direta do Planalto. "Temos de mostrar e defender aquilo do que temos orgulho", justificou. "É uma orientação da presidente que os ministros defendam o governo", disse.