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Meirelles é uma das principais apostas do PSD

ELIZABETH LOPES - Agência Estado

24 Janeiro 2014 | 19h 29

Um dos principais colaboradores econômicos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus dois mandatos, o ex-titular do Banco Central Henrique Meirelles, é uma das grandes apostas do Partido Social Democrático (PSD) para essas eleições. Meirelles já afirmou a interlocutores que, se sair mesmo candidato em 2014, o seu desejo é disputar uma cadeira no Senado Federal.

Neste sábado, dia 25, o PSD realiza encontro regional na Câmara Municipal de São José do Rio Preto com a presença do presidente da legenda, Gilberto Kassab, de prefeitos, vereadores, lideranças regionais e de militantes para discutir as perspectivas econômicas e políticas de 2014. Meirelles, que atua como coordenador do Conselho de Política Econômica da Fundação Espaço Democrático, informou à direção da legenda que irá ao encontro no interior de São Paulo.

Para correligionários do PSD, essa disposição em comparecer ao encontro regional pode ser a sinalização de que o ex-presidente do BC deverá aceitar integrar a chapa majoritária da legenda em São Paulo, que terá como cabeça o ex-prefeito Gilberto Kassab e como vice a coordenadora do PSD-Mulher e ex-vice-prefeita de São Paulo Alda Marco Antonio. A chapa ficaria completa com Meirelles como candidato ao Senado Federal.

Na avaliação de analistas, a entrada de Meirelles na corrida sucessória de 2014 poderá dar ao PSD um aliado de peso nas discussões econômicas que irão dominar as eleições, sobretudo em razão de sua gestão no BC ter sido bem avaliada pelo mercado financeiro. Além disso, Meirelles tem projeção também junto ao empresariado e conhece os meandros da economia para entrar no acirrado debate eleitoral.

Tucano

Para assumir o Banco Central em 2003, a convite do então presidente Lula, Henrique Meirelles teve de se desfiliar do PSDB e abrir mão da cadeira de deputado federal por Goiás, onde foi eleito no pleito de 2002 com a maior votação do Estado. Naquela ocasião ele já havia tentado disputar o Senado, mas foi preterido pelo partido e acabou disputando uma vaga na Câmara dos Deputados.

Em 2009, Meirelles foi convidado a se filiar ao PMDB. O argumento era de que ele poderia concorrer ao governo de Goiás pela sigla, mas os acordos feitos no pleito de 2010 levaram à candidatura de Iris Rezende, que era prefeito de Goiânia. Quem acabou vencendo foi o tucano Marconi Perillo, que era aliado do ex-presidente do Banco Central. Outra expectativa na ocasião era que Meirelles pudesse ser o vice na chapa da petista Dilma Rousseff nas eleições presidenciais daquele ano, mas o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, acabou ocupando o posto.

Em outubro de 2011, Henrique Meirelles decidiu deixar o PMDB e aceitar o convite do então prefeito Gilberto Kassab para integrar o recém-criado PSD. Na ocasião, ele também trocou o seu domicílio eleitoral de Goiás para a capital de São Paulo. Em nota divulgada após seu processo de filiação ter sido acatado pela Justiça Eleitoral, o ex-presidente do BC disse que a mudança de partido não se tratava de um projeto eleitoral, mas de uma oportunidade de participar da formação de um grande partido nacional desde o seu início. Ele disse também no comunicado que se sentiu estimulado a contribuir no debate e na formulação de políticas para sustentar e incrementar o desenvolvimento do País, bandeira que o PSD deverá defender nas eleições de outubro deste ano.

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