Marun: 'Óbvio que trabalhamos com hipótese de Meirelles candidato'

Para ministro da Secretaria de Governo não rechaçou possibilidade de ministro da Fazenda ser o candidato do governo nas eleições presidenciais

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2018 | 19h48

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse nesta quinta-feira que "é obvio" que o governo trabalha com a hipótese de o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ser candidato, que, no entanto, ele não é insubstituível e que o ideal ainda seria o governo ter um candidato único.

Ao ser questionado se Meirelles pode vir a ser o candidato do governo, Marun disse que "pode ser". "Eu sempre digo que o governo o ideal seria que os partidos que compõem a base tivessem o Juízo suficiente de marcharem unidos nessas eleições", afirmou. Ao citar que Meirelles tem a vantagem de ser filiado de um dos partidos da base, Marun, porém, citou também a pré-candidatura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, como uma postulação a ser "respeitada".

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Marun disse, no entanto, que se ele fosse presidente da República "gostaria de continuar contando com um ministro como Meirelles". Segundo Marun, apesar de saber da postulação do ministro da Fazenda para ser candidato o governo ainda não teria pensando em um nome para substitui-lo.

Apesar de nos bastidores auxiliares e ministros palacianos defenderem a candidatura de Temer, Marun obedeceu às ordens públicas do presidente e evitou dizer se Temer irá concorrer à reeleição. "O presidente Temer não é candidato hoje. Não é candidato porque não quer", afirmou Marun. O ministro citou inclusive que Temer havia o lembrado há pouco para evitar o tema. "O presidente falou agora pouco comigo e reafirmou que não quer ser, neste momento, candidato", completou.

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Na última quarta-feira, Temer escalou o ser porta-voz, Alexandre Parola, para tentar conter o aumento de rumores de sua possível candidatura e inclusive usando a intervenção na segurança do Rio como bandeira. Sem citar diretamente o nome do marqueteiro Elsinho Mouco, Parola destacou também os auxiliares do presidente não estão autorizados a falar em seu nome.

"Assessores ou colaboradores que expressem ideias ou avaliações sobre essa matéria não falam, nem têm autorização para falar, em nome do Presidente", afirmou. Em artigo publicado ontem pelo jornal O Globo, Mouco disse que a intervenção no Rio poderia ajudar na imagem do presidente e alavancar a sua candidatura. O marqueteiro também afirmou que Temer já era candidato. 

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