Marta descarta candidatura à prefeitura e governo de SP

Ela considera experiência ´estimulante´, mas quer se manter no ministério até 2010

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h52

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, descartou nesta segunda-feira, 18, a possibilidade de se candidatar à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2008. Marta, que foi prefeita da capital paulista entre 2001 e 2004, disse que a experiência na Prefeitura foi estimulante, mas que pretende manter-se no Ministério do Turismo até 2010. "Foi uma experiência e vivência muito boa. São Paulo é uma cidade muito estimulante, todo dia é um desafio, mas pretendo ficar no Ministério até o final do governo Lula", disse ela, em entrevista coletiva concedida após reunir-se com o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab. Foi a primeira vez que Marta visitou o Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, desde que deixou o cargo. A ministra evitou responder se pretende candidatar-se ao governo de São Paulo nas eleições de 2010. "Eu não posso ter planos para 2010. A política é uma conjuntura que muda a cada passo. Estou na política, pretendo ficar na política, 2010 é 2010. Até lá, tanta coisa, a gente nem sabe se vai estar vivo, com vontade de estar na política, o que está acontecendo na vida", afirmou. Entretanto, em entrevista no domigo ao programa Em Questão, da TV Gazeta, Marta admitiu a viabilidade de eventual candidatura ao governo do Estado de São Paulo ao ser entrevistada no programa. "Acho que é mais provável o Estado", afirmou. A ministra disse estar "satisfeita" com recente pesquisa que lhe deu 35% de intenção de voto. "Não é que eu esteja pensando e planejando, porque política muda. Mas acho que seria mais viável isso (candidatura ao governo paulista) do que tentar uma prefeitura agora em 2008." Marta ressaltou que estar à frente do Ministério do Turismo tem sido uma experiência desafiadora e estimulante e que permite o desenvolvimento de um trabalho semelhante ao que realizou na Prefeitura, direcionado aos mais pobres e à geração de emprego e renda. "Espero que o presidente mantenha esse convite até 2010, e em 2010 eu vejo o que vou fazer", finalizou.

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