Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Marina diz que vai decidir se disputa a eleição até o carnaval

Ex-ministra afirma que, no momento, fecha um 'ciclo de reflexões', durante evento em São Paulo

Eduardo Laguna, Francisco Carlos de Assis, Daniel Galvão e Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2017 | 16h04

A ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade-AC) afirmou nesta tarde de segunda-feira, 27, em São Paulo, que decidirá antes do carnaval (13 de fevereiro) se será candidata a presidente. Marina disse que, no momento, fecha um "ciclo de reflexões" para tomar a decisão. Ela participou de evento promovido pela Revista Veja. Na sexta-feira, 24, ela declarou, em Palmas, que ainda analisava se valia a pena disputar a eleição em 2018, sabendo que os prováveis concorrentes terão mais tempo, dinheiro e estrutura para a campanha. “Nosso tempo é de 12 segundos”, disse Marina na ocasião.

Na Capital, Marina disse que política é um serviço e que quer estar onde possa servir o País, "sem polarização PT-PSDB-PMDB". A ex-senadora da Rede afirmou ainda que é muito cedo para fechar o "funil" entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na disputa presidencial. Marina declarou que, em vez de dizer quem apoia entre os dois líderes das pesquisas, defende o fim da polarização.

Ao comentar as acusações contra o presidente nacional licenciado do PSDB, senador Aécio Neves (MG), Marina sustentou que, se as investigações tivessem avançado antes, não o teria apoiado para a presidente da República, no segundo turno das eleições de 2014. "Eu e a Rede pedimos a cassação do mandato do senador", relativizou.

De acordo com a ex-senadora, ela não deu apoio a Aécio, mas à chamada Carta de Pernambuco. Na ocasião, ele divulgou uma carta com inspiração nas condições da ex-senadora da Rede para que o apoiasse no segundo turno da eleição presidencial de 2014. O texto prometia a adoção de uma política ambiental sustentável e ensino integral.

Avião 

A ex-senadora falou também sobre as denúncias a respeito da propriedade do avião que transportava o então candidato a presidente Eduardo Campos, que caiu em Santos, no litoral de São Paulo, e que causou a morte dos ocupantes, entre eles, o ex-governador de Pernambuco. O arrendamento do aparelho Cessna Citation PR-AFA é investigado pela Operação Turbulência. "A Rede não está acima do bem e do mal", acentuou, sem entrar em detalhes.

Marina acrescentou que não tem nenhum processo contra ela porque suas "gestões foram republicanas". A ex-senadora e ex-ministra admitiu ainda que seu maior erro na política foi ter apoiado a reeleição. "Ali, tinha dinheiro de caixa 2", alegou. "Temos pessoas honestas em todos os partidos. Foram os partidos que se perderam", afirmou. De acordo com Marina, Justiça não é vingança e, sim, um "ato de reparação".

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