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Marina classifica saída de Siqueira da campanha de 'mal entendido'

Candidata afirma que não faria interferência na coordenação já indicada para o PSB. Mais cedo, Carlos Siqueira pediu afastamento e chegou a dizer que da 'senhora Marina quero distância'

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RICARDO DELLA COLETTA, DAIENE CARDOSO E JOÃO DOMINGOS,
Estadão Conteúdo

21 Agosto 2014 | 13h45

BRASÍLIA - A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, classificou nesta quinta-feira, 21, de "mal entendido" as divergências que levaram à saída de Carlos Siqueira da coordenação-geral da campanha. Marina relatou ter dito aos dirigentes do partido, em reunião realizada nesta quarta-feira, 20, que o nome para a coordenação da campanha seria indicado pela cúpula socialista. "Eu não faria interferência na coordenação já indicada pelo PSB", disse, há pouco, a ex-ministra. "Estamos diante de uma situação em que há um mal entendido e o próprio PSB precisa entender."

Marina afirmou que pediu que o comitê financeiro da candidatura fosse assumido por um de seus mais próximos aliados, Bazileu Margarido, e que o porta-voz da Rede, Walter Feldman, ficasse como coordenador-adjunto de campanha.

De acordo com relatos de pessoas presentes à reunião desta quarta, Siqueira entendeu que, com o gesto, estava sendo afastado das funções pela agora candidata, confirmada pela Executiva nacional do PSB.

Assim que chegou nesta quinta-feira à sede da legenda, em Brasília, Siqueira afirmou que entra em uma nova fase. "Eu estava na coordenação de uma pessoa que era do meu partido e em quem eu tinha confiança", disse Siqueira, em referência ao ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no dia 13. "Da senhora Marina eu quero distância. Eu não participo da campanha de Marina Silva. Ela não é do PSB."