Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Márcio França diz que Datafolha é 'excelente começo', em entrevista à rádio

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, ele comparou sua situação a de seu provável adversário neste pleito, o ex-prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB)

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

16 Abril 2018 | 11h36

O governador de São Paulo e candidato do PSB à reeleição, Márcio França, declarou nesta segunda-feira, 16, que os 8% obtidos na pesquisa Datafolha para a sucessão do Palácio dos Bandeirantes são um "excelente começo", dado o baixo nível de conhecimento de seu nome entre o eleitorado paulista. Segundo o levantamento, divulgado nesta madrugada, apenas 9% dos entrevistados conheciam seu nome.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, França comparou sua situação a de seu provável adversário neste pleito, o ex-prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em 2016. "Nesta época do ano, o Celso Russomanno (PRB) tinha 37% das intenções, Marta Suplicy (PMDB) tinha 28%, o (então prefeito petista) Fernando Haddad (PT) tinha 15% ou 10% e Doria tinha 1%", lembrou. Doria, que até então também era desconhecido da maioria do eleitorado, venceu a eleição no primeiro turno.

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França disse apostar em sua exposição como governador e em seu arco de alianças para superar esse desconhecimento do eleitor. "Se eu tenho menor rejeição, se tenho mais tempo de TV que todos porque tenho mais partidos que me apoiam, se tenho 80% dos prefeitos do interior me apoiando, é possível que eu cresça", disse.

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O atual governador considerou ainda "injusto" o desempenho de seu antecessor, o tucano Geraldo Alckmin na pesquisa para a presidência, e culpou o quadro "muito pulverizado, em que "não sobra espaço para ninguém se sair muito bem". Ele também disse que pode viver uma situação parecida com a do presidenciável do PSDB caso o seu partido decida lançar o ex-ministro Joaquim Barbosa ao Planalto.

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"O governador me disse que eu era o candidato do coração dele, mas seu partido lançou outro candidato (Doria). A mesma coisa eu", comparou. "Vou fazer de tudo para ajudar o que acho ser melhor para o Brasil. Alckmin é segurança, estabilidade, aquilo que a gente vive procurando".

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