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Joedson Alves/Estadão

Manuscrito de doleiro traz nome de Dilma ligado a valores, diz revista

Bilhete é um dos documentos recolhidos e entregues à Lavo Jato

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O Estado de S. Paulo

11 Março 2016 | 22h16

Um bilhete escrito pelo doleiro Alberto Youssef de próprio punho, entregue à Polícia Federal em 2014, traz o nome da presidente Dilma Rousseff próximo de valores financeiros. O manuscrito traz a referência a Dilma como o segundo item abaixo do registro "1.000.000 Bsb" (um milhão Brasília). Ao lado do nome da presidente aparece o número 17, a palavra "viagem" e, ao que parece, um horário (16h30). No primeiro item, imediatamente abaixo do número, aparece o termo "novo embaixador".

As informações são da revista IstoÉ desta semana. O conteúdo da reportagem, já disponível no site da publicação na internet, traz imagem do manuscrito de Youssef - um dos pivôs do escândalo de desvio de recursos da Petrobras, investigado na Operação Lava Jato.

De acordo com a publicação, o bilhete é um dos documentos recolhidos pela contadora de Youssef, Meire Poza, e entregue aos investigadores da Lava Jato. Meire começou a atuar como informante da Polícia Federal em abril de 2014.

A publicação informa ainda que, de acordo com a contadora, ao receber o papel, em abril de 2014, na Superintendência da PF na Lapa, em São Paulo, o delegado Márcio Anselmo, da força-tarefa da Lava Jato, teria vibrado: "Que coisa maravilhosa". O testemunho de Meire, segundo a IstoÉ, consta do livro "Assassinato de Reputações II - Muito além da Lava Jato", de autoria do delegado Romeu Tuma Jr. A obra será lançada nesta semana.

No entanto, de acordo com a reportagem, o manuscrito não teria sido incorporado às provas da Lava Jato. Ele não aparece no e-Proc, sistema de consulta dos processos da força-tarefa, e nunca teria sido encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), o que é obrigatório, tratando-se de Dilma.

Romeu Tuma Jr, entrevistado na reportagem da IstoÉ, diz que o episódio seria um claro indicativo de que pode ter havido pressão do Planalto para abafar o caso.

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