Manifestantes contra Lula se concentram em frente ao triplex de Guarujá

Protestos de diferentes grupos foram realizados; boneco do ex-presidente com roupa de presidiário foi instalado por lá

Rafael Cicconi - Especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

24 Janeiro 2018 | 18h19

Aos gritos de "Fora, Lula" e "Viva Sérgio Moro", cerca de 30 manifestantes estiveram concentrados durante todo do dia em frente ao Edifício Solaris, em Guarujá (SP), onde fica o tríplex apontado como propriedade do ex-presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva (PT). Além dos protestos, muitos dos presentes gritavam palavras de apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro e ao regime militar.

As ações em frente ao apartamento localizado na praia das Astúrias iniciaram às 10 horas da manhã, quando membros do Movimento Brasil Livre (MBL), da Direita de Praia Grande e do Ativistas Independentes instalaram o boneco Pixuleco, que possui mais de 10 metros de altura e simboliza o ex-presidente Lula vestido de presidiário. O boneco virou atração por quem passava a pé ou com seu veículo pela Avenida General Monteiro de Barros.

“Trouxemos este boneco de São Paulo, em parceria com o ator Alexandre Frota, que é um dos fundadores do MBL, para mostrar nosso repúdio ao ex-presidente e apoio ao TRF-4, que neste momento faz justiça ao nosso país”, destacou o empresário Welton Fernandes de Alcântara, que é ex-militar e um dos donos do boneco junto ao ex-ator pornô.

Além deste protesto, outras duas manifestações contra o petista foram feitas em frente ao edifício de 14 andares, uma com carros de som e outra com um luau organizado por moradores de Guarujá. A assistente social Rosana Marques era uma das que guardavam o boneco e ostentava uma bandeira brasileira em suas mãos. “Nosso movimento quis mostrar a nossa indignação ao ex-presidente Lula e apoiar o juiz Sérgio Moro, que vem fazendo um trabalho de limpeza no Brasil”, pontuou Rosana.

Apesar da manifestação contra Lula, algumas pessoas se mantinham contrárias ao ato que acontecia em frente ao Edifício Solaris. Uma delas foi a professora Maria Regina Batista, que possui um apartamento em Guarujá, mas é moradora de Fernandópolis, no interior de São Paulo. “Acho ridículo ter apoio para algo que não apresentaram provas contra e mesmo assim estão querendo sustentar uma condenação. Este povo participa de um golpe, estão querendo tirar o Lula das eleições deste ano”, afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.