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Manifestantes colocam pneus na Estrada de Ferro Carajás, no Pará

Ato ocorreu em favor da paralisação do julgamento de Lula no TRF-4, em Porto Alegre

Milton Rocha Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

24 Janeiro 2018 | 13h13
Atualizado 24 Janeiro 2018 | 17h07

BELÉM — Os trilhos da Estrada de Ferro Carajás, no Pará, foram obstruídos por manifestantes a favor da paralisação das atividades no Brasil nesta quarta-feira, 24. Foram colocados vários pneus em trilhos nas proximidades da capital do Pará.

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Os manifestantes permaneceram nas proximidades com bandeiras das organizações que patrocinaram as manifestações de paralisação pelo País. Não houve problemas na via, pois não havia trem se aproximando do local da interdição, informou um coordenador da ferrovia.

Os manifestantes permaneceram nas proximidades da interdição com suas bandeiras e gritando palavras de ordem.

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Segundo uma testemunha que assistiu o fechamento da ferrovia com pneus, não houve vandalismo e o obstáculo de borracha acabou sendo retirado, sem causar maiores problemas.

A direção da Vale do Rio Doce confirmou em nota que “integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL) interditam, desde a madrugada desta quarta-feira, 24, a Estrada de Ferro Carajás, no KM 854 da ferrovia, no município de Parauapebas (PA)".

Na nota, a Vale repudia a "ação criminosa e ilegal da Frente Nacional de Luta (FNL), que coloca em risco a operação ferroviária, interrompe o transporte de minério, combustível e grãos e afeta mais de 1.300 pessoas das comunidades que usam o trem de passageiros diariamente".

Na sua nota para o Estado, a Vale informou que  já registrou boletim de ocorrência e "adotará as medidas judiciais cabíveis para a desinterdição da via o mais rápido possível. A empresa ressalta ainda que não existe nenhuma negociação em curso entre a Vale e a FNL.”

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