Mangabeira, que pediu impeachment de Lula, vira ministro

Posse de professor, antigo desafeto do presidente, na Secretaria de Assuntos de Longo Prazo foi cercada de dúvidas e adiada mais de uma vez

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h53

O professor Mangabeira Unger finalmente tomou posse na tarde desta terça-feira, 19, no Palácio do Planalto. Antigo desafeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem chegou a pedir o impeachment, Mangabeira assume o comando da Secretaria de Assuntos de Longo Prazo, que tem status de ministério. A posse de Mangabeira foi cercada de dúvidas e adiada mais de uma vez com sinais do Planalto de que poderia recuar da decisão. Um recuo, no entanto, representaria um desgaste com o vice-presidente José Alencar, que indicou Mangabeira para o ministério, o que acabou não acontecendo. Em discurso de posse, com sotaque acentuado, Mangabeira foi genérico. Afirmou que a criação de oportunidades será a fórmula do crescimento do País, condenou injustiças e falou da construção de um novo Brasil e em preparar uma sociedade organizada. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a imprensa em diversos momentos. Falou das conquistas de seu governo na criação de escolas técnicas - segundo ele serão 160 ao fim de 8 anos de mandato - e reclamou do jeito que os jornais noticiam o fato: "A imprensa nem sempre publica do jeito que gostaria que ela publicasse". Ao se dirigir a Mangabeira, Lula ressaltou a inteligência do novo ministro para o cargo. "Mangabeira, você é chamado a fazer parte desse projeto, colocar sua inteligência a serviço de outras inteligências", e citou que o ministro pode contar com a cooperação da universidade brasileira e com o povo brasileiro nesse projeto de pensar o País no longo prazo. O presidente disse ainda que Mangabeira terá como função despertar uma parcela da sociedade que está adormecida "nas universidades, na academia e também fazer uma boa provocação aos sindicatos, às igrejas evangélicas e católicas".

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