Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Maluf diz que encontro com Temer foi 'entre dois amigos' e volta a criticar denúncia

Deputado condenado diz que é amigo do presidente 'há mais de 30 anos' e afirma que acusação feita pela PGR contra peemedebista 'é vazia'

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2017 | 17h25

BRASÍLIA - O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que foi recebido nesta terça-feira, 26, e nesta quarta-feira, 27, pelo presidente Michel Temer (PMDB), disse que os encontros foram “entre dois amigos” e que não houve uma pauta especifica. “Sou amigo do presidente há mais de 30 anos, a gente se dá bem há 30 anos e o que eu sei é que ele quer o bem do País”, disse ao Estado/Broadcast.

Maluf disse que não caberia a ele comentar o conteúdo das conversas com o presidente, mas afirmou, no entanto, ter certeza de que a denúncia por obstrução de justiça e organização criminosa contra Temer “não tem fundamento”. “É uma denúncia vazia, crime seria se ela seguisse adiante”, declarou.

O deputado criticou a postura do ex-procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e disse que “querem parar o País com mentiras e fofocas”. “O Dr. Janot deveria saber que fatos anteriores ao mandato não poderiam ser colocados em uma denúncia contra o presidente. Ele não poderia ter feito o que fez”, afirmou.

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Maluf, que almoçou com o presidente e com um grupo de parlamentares, incluindo o líder do governo no Senado, Romero Jucá, garantiu que o presidente não fez comentários sobre o tema. “Mas da minha boca eu posso dizer, repito: é uma denúncia vazia, sem fundamento”.

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O deputado disse ainda que o único comentário que podia fazer sobre o presidente é que Temer é “afável, tranquilo e patriota”. “Ele está interessado em acertar a economia do país”, declarou.    

Julgamento. Nesta terça-feira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento de um recurso da defesa de Maluf  contra a condenação que lhe foi imposta pelo colegiado em maio. O deputado paulista foi condenado a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado e à perda do mandato na Câmara. Ele é acusado de lavagem de dinheiro em movimentações bancárias de US$ 15 milhões entre 1998 e 2006 em contas na Ilha de Jersey, paraíso fiscal localizado no Canal da Mancha.

Após o relator, ministro Edson Fachin, votar pela rejeição dos embargos declaratórios (nome do tipo do recurso), o ministro Marco Aurélio Mello pediu vista - tempo para análise. 

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