Mabel diz que foi sondado pelo governo sobre revezamento na Câmara

Escalado como interlocutor da bancada do PMDB com o governo, o deputado Sandro Mabel (GO) afirmou que foi procurado nesta semana por ministros petistas que o sondaram sobre a possibilidade de um acordo com o peemedebista Eduardo Cunha (RJ).

RICARDO DELLA COLETTA, Estadão Conteúdo

01 Fevereiro 2015 | 17h25

Mabel disse que teve conversas nesta semana com o ministro da Defesa, Jaques Wagner, e com o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, ambos do PT e engajados na campanha de Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Câmara.

Preocupados com o favoritismo do líder do PMDB Eduardo Cunha (RJ) - desafeto do Palácio do Planalto - para vencer o pleito e com o "racha" na base aliada, os ministros perguntaram a Mabel se um acordo para retomar o revezamento entre o PMDB e o PT no comando da Casa seria possível. Isso significaria um recuo do Planalto, que foi para o enfrentamento com Cunha, e o abandono do apoio a Chinaglia.

"Eles sondaram da possibilidade de fazer o revezamento (entre PMDB e PT)", afirmou Mabel. Cunha, fortalecido e com chances de sair vitorioso ainda no primeiro turno, rechaçou a proposta. "O governo chegou atrasado. Criamos outros compromissos, não tinha como discutir esse assunto."

De acordo com Mabel, os próprios integrantes do bloco montado por Cunha não aceitam a retomada do acordo.

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