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Marcelo Camargo|Agência Brasil

Lula se encontra com ministro da Fazenda hoje em SP

Compromisso com Nelson Barbosa foi confirmado por pessoas ligadas ao ex-presidente e acontece em meio a pressão de petistas para que ele assuma um cargo no governo

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Carla Araújo,
O Estado de S.Paulo

10 Março 2016 | 13h52

BRASÍLIA - Após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter aceitado o posto de “articulador informal do governo” e em meio a pressão de petistas para que ele assuma um cargo no governo da presidente Dilma Rousseff, Lula terá um encontro nesta quinta-feira, 10, em São Paulo, com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que já viajou para a capital. O encontro foi confirmado por fontes ligadas ao ex-presidente.

Mais cedo, em evento de comemoração pelos 30 anos do Tesouro Nacional, Barbosa fez um forte discurso em defesa da adoção de medidas de estabilização da economia no curto prazo e de reformas de longo prazo e disse que vem trabalhando para atender a demandas do PT e do PMDB. "As propostas refletem pontos apontados pelos dois principais partidos de apoio ao governo. Têm ações de curto prazo para estabilizar renda e emprego, como propõem lideranças do PT e envolve a adoção de reformas estruturais para controlar despesas, como propõem várias lideranças do PMDB", afirmou.

Lula tem resistido à ideia de assumir algum Ministério do governo, mas já há a especulação de que petistas, descontentes com as políticas de Barbosa poderiam “pedir a cabeça” do ministro da Fazenda caso o ex-presidente volte para o Planalto. Lula poderia inclusive voltar a sugerir o nome de Henrique Meirelles para o posto, acreditam alguns integrantes do partido.

Lula ministro. Os ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff são os mais empenhados para tentar convencer o ex-presidente a se instalar novamente no Palácio do Planalto e tentar "salvar" o governo e o projeto do PT. Além disso, a avaliação dos petistas, é que a nomeação de Lula evitaria uma prisão do símbolo máximo do partido, porque acreditam que, em seguida da prisão, viria uma "quase imediata" condenação do ex-presidente.

Dilma não é contrária à ideia. No entanto, interlocutores do Planalto admitem que a chegada do padrinho político da presidente a deixará enfraquecida e isolada. Alguns assessores palacianos afirmam que ela deve "pagar logo o preço" da inabilidade política, antes que "custe caro demais". Esta não é a primeira vez que ministros petistas tentam trazer o ex-presidente para o governo. Em julho do ano passado, apesar da ofensiva para tentar convencê-lo a ocupar espaço no Planalto, Lula resistiu.

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