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Lula se encontra com ministro da Fazenda hoje em SP

- Atualizado: 10 Março 2016 | 14h 00

Compromisso com Nelson Barbosa foi confirmado por pessoas ligadas ao ex-presidente e acontece em meio a pressão de petistas para que ele assuma um cargo no governo

BRASÍLIA - Após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter aceitado o posto de “articulador informal do governo” e em meio a pressão de petistas para que ele assuma um cargo no governo da presidente Dilma Rousseff, Lula terá um encontro nesta quinta-feira, 10, em São Paulo, com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que já viajou para a capital. O encontro foi confirmado por fontes ligadas ao ex-presidente.

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa

Mais cedo, em evento de comemoração pelos 30 anos do Tesouro Nacional, Barbosa fez um forte discurso em defesa da adoção de medidas de estabilização da economia no curto prazo e de reformas de longo prazo e disse que vem trabalhando para atender a demandas do PT e do PMDB. "As propostas refletem pontos apontados pelos dois principais partidos de apoio ao governo. Têm ações de curto prazo para estabilizar renda e emprego, como propõem lideranças do PT e envolve a adoção de reformas estruturais para controlar despesas, como propõem várias lideranças do PMDB", afirmou.

Lula tem resistido à ideia de assumir algum Ministério do governo, mas já há a especulação de que petistas, descontentes com as políticas de Barbosa poderiam “pedir a cabeça” do ministro da Fazenda caso o ex-presidente volte para o Planalto. Lula poderia inclusive voltar a sugerir o nome de Henrique Meirelles para o posto, acreditam alguns integrantes do partido.

Lula ministro. Os ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff são os mais empenhados para tentar convencer o ex-presidente a se instalar novamente no Palácio do Planalto e tentar "salvar" o governo e o projeto do PT. Além disso, a avaliação dos petistas, é que a nomeação de Lula evitaria uma prisão do símbolo máximo do partido, porque acreditam que, em seguida da prisão, viria uma "quase imediata" condenação do ex-presidente.

Dilma não é contrária à ideia. No entanto, interlocutores do Planalto admitem que a chegada do padrinho político da presidente a deixará enfraquecida e isolada. Alguns assessores palacianos afirmam que ela deve "pagar logo o preço" da inabilidade política, antes que "custe caro demais". Esta não é a primeira vez que ministros petistas tentam trazer o ex-presidente para o governo. Em julho do ano passado, apesar da ofensiva para tentar convencê-lo a ocupar espaço no Planalto, Lula resistiu.

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