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Lula nega papel de conselheiro de Dilma e diz que apenas 'troca ideias'

Alterado às 11h40 - José Roberto Castro, da Agência Estado

14 Março 2014 | 10h 09

Petista disse não ter dado conselhos a presidente sobre aliança com o PMDB em encontro na semana passada; nesta sexta, ele participa de ato de apoio à candidatura do PT no Paraná

São Paulo - No momento em que parte do PMDB se rebela contra o governo da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que tenha dado conselhos à petista sobre a crise com a bancada peemedebista na Câmara. "Com a presidenta Dilma eu troco ideias, não dou conselhos", disse em entrevista ao jornal paranaense Gazeta do Povo, publicada nesta sexta-feira, 14. Lula está no Estado para participar de ato político de apoio à candidatura da senadora Gleisi Hoffmann (PT) ao governo do Paraná.

Na semana passada, a assessoria do Instituto Lula divulgou uma foto do encontro dele com Dilma e a cúpula do PT para tratar da aliança com o PMDB, atualmente em crise com o Planalto. "Trocamos ideia sobre as melhores perspectivas para o País", afirmou ao jornal, sugerindo que não daria mais detalhes da reunião, pois qualquer conversa entre eles "pertence à presidenta".

O ex-presidente voltou a afirmar que "não existe" a possibilidade de ser candidato à Presidência da República em 2014, mas não descartou uma volta em 2018, embora ache que "já cumpriu sua missão na Presidência". "O que eu vou fazer nas eleições é ser um militante para a presidenta Dilma Rousseff continuar o bom trabalho que ela vem fazendo", disse. "Em política não devemos dizer nunca, mas é muito cedo para discutir 2018", repetiu.

Lula, que também já participou do ato de apoio ao ex-ministro Fernando Pimentel, provável candidato do PT ao governo de Minas Gerais, falou sobre seu papel de militante nestas eleições. "Não deixei de ser um militante político porque saí da Presidência. Eu vou atuar como um ativista político até morrer, pois acredito que essa é a melhor maneira de melhorar a sociedade e combater as injustiças", afirmou.

Como militante da pré-campanha de Gleisi, Lula tenta fazer o PT chegar ao governo do Paraná pela primeira vez na história. Para isso, a candidatura petista terá de vencer o atual governador Beto Richa (PSDB). "Acho que o nosso partido acumulou forças, projetou grandes lideranças e se credenciou para disputar com boas chances de vitória o governo do Paraná nas próximas eleições", finalizou.