Lula alfineta oposição e reclama de 'ociosidade'

Após uma inspeção às obras de concretagem do eixo norte da transposição do Rio São Francisco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma rápida entrevista, aumentou o tom de suas críticas ao PSDB e ao governador de São Paulo, José Serra. Ao ser questionado sobre as críticas feitas pela oposição ao caráter eleitoreiro da viagem e ao projeto de transposição do São Francisco, Lula afirmou: "A pior coisa é a ociosidade. Um bando de homens sem ter o que fazer é uma desgraça". Na entrevista, Lula afirmou: "eles devem olhar o que estão fazendo. Mas também não vou esperar que a oposição reconheça o que estou fazendo".

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

16 Outubro 2009 | 14h39

Pouco antes, em discurso para uma plateia de trabalhadores no canteiro de obras do projeto de transposição do Rio São Francisco, o presidente já havia rebatido críticas da oposição, embora sem citar nomes. Ele reclamou que muitos oposicionistas não deixam claro o que realmente desejam para o governo. "A oposição é como jogador que está num banco de reservas. Diz que é amigo de quem está jogando, mas está torcendo para o outro se machucar ou tomar cartão vermelho para tomar o lugar", disse.

E definiu: "O papel da oposição é ficar xingando e falando certas coisas. Ainda na entrevista, disse que não cometeu ato falho ao dizer que participava de comícios no sertão pernambucano. "Qual é a diferença entre ato de inauguração e falar com trabalhadores? Qual a diferença de comício? Acho que não cometi ato falho". Minutos depois, repetiu: "Eu não cometi ato falho".

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