Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Luiza Trajano descarta candidatura e aposta em grupo 'Mulheres do Brasil'

Em evento no Rio, empresária diz que coletivo feminino pretende ser o maior grupo 'político apartidário do Brasil'

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2017 | 16h57

RIO - O "Mulheres do Brasil", grupo fundado há quatro anos e liderado pela empresária Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, quer ser o maior grupo político apartidário do Brasil, afirmou a executiva nesta terça-feira, 12, em evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro. "Queremos ser o maior partido político do Brasil sendo apartidário", declarou.

Negando qualquer possibilidade de concorrer a um cargo político, Luiza afirmou que o grupo não quer assumir cargos e tem por objetivo apoiar projetos já existentes desenvolvidos por organizações não governamentais (ONGs), além de vigiar o trabalho dos políticos brasileiros.

Ao todo são cerca de 4 mil empresárias que se reúnem a cada 40 dias com o apoio do Santander para discutir política e traçar ações. Elas não aceitam, por exemplo, que se utilize R$ 3 bilhões na criação de um fundo para patrocinar políticos na campanha eleitoral de 2018, ou que haja nomeação de políticos em troca de apoio no Congresso. Uma das metas do "Mulheres" é conseguir concretizar o projeto "Escola para Todos", para que nenhum brasileiro fique sem estudar.

"Não acredito em nenhum candidato hoje se continuar negociando ministérios", disse Luiza durante a palestra, sendo aplaudida por todos. Ela informou que o grupo agora está levantando gastos de vereadores e deputados para cobrar depois. "O que falta é o povo assumir o País como deles...nenhum presidente vai dar conta se a sociedade civil não ajudar", afirmou.

Luiza visitou o Rio - onde sua rede não tem lojas - para falar sobre otimismo em meio à crise econômico-política vivida pelo Brasil. Ela contou um pouco da sua história profissional, como o início da carreira na loja da sua tia - também chamada Luiza e também empreendedora - aos 12 anos, quando tinha mania de dar presentes para as amigas.

"Eu gastava dinheiro com isso e minha mãe, que tinha muita inteligência emocional, me deu uma assinatura do Estadão aos 12 anos e mandou eu me virar, fui trabalhar na loja da tia", contou. "Eu tive muita sorte de ter essas duas mulheres na vida", afirmou.

De vendedora a empresária, construiu um verdadeiro império do setor de consumo, com lucro e crescimento de vendas em plena crise, e só pensa em crescer cada vez mais. "No Brasil, apenas 5% da população tem ar condicionado, 10% tem tela plana, existe uma carência de 23 milhões de casas a serem construídas. Imagina o que eu vou vender de geladeira, de TV para um povo que não sofreu guerra e não tem tornado", disse Luiza, que voltou recentemente de Israel.

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