Lobista prestará depoimento ao Conselho de Ética na segunda

Advogado de Mônica Veloso, mãe de filha de Renan Calheiros, também será ouvido

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h39

O presidente do Conselho, senador Sibá Machado (PT-AC), marcou para a próxima segunda-feira, às 14h30, os depoimentos de Cláudio Gontijo, funcionário da Mendes Junior, e de Pedro Calmon Filho, advogado da jornalista Mônica Velloso, mãe de uma filha do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Após quatro horas de reunião, o Conselho de Ética do Senado suspendeu até a próxima segunda-feira os seus trabalhos. Sibá anunciou que será feita uma perícia técnica nos documentos entregues por Renan Calheiros ao Conselho. Esses documentos comprovariam a origem do dinheiro repassado à Mônica Velloso. Após esse trabalho, o Conselho voltará a se reunir para votar o parecer do relator, senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). Segundo Sibá, a votação deverá acontecer na terça-feira, em horário ainda não marcado. Nesta sexta-feira, após ameaçar que entregaria o cargo se a votação de seu parecer fosse adiado, o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) relator da representação do PSOL contra o presidente do Senado, decidiu finalmente aceitar o adiamento da votação do relatório dele nesta sexta-feira para dar chance à análise de documentos pela perícia. Cafeteira disse que recebeu telefonema da mulher dele informando que Renan lhe pediu para que aceitasse o adiamento da votação, que agora acontece na próxima terça-feira, 19. Mais cedo, o presidente do Senado também decidiu aceitar o adiamento da votação para a próxima terça-feira, temendo ser derrotado na estratégia de arquivar o processo contra ele. O próprio Renan recomendou essa posição ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), um de seus principais defensores, apesar de não integrar o Conselho. A proposta de adiamento da votação partiu do PSDB e do DEM, com apoio de senadores do PT e PSB. Governistas aliados do presidente do Senado, cederam às pressões da oposição e aceitaram adiar para terça a votação do parecer final sobre a acusação de que ele teria despesas pagas por um suposto lobista de uma construtora. PSDB, DEM, PSOL e PDT exigiram o adiamento da votação sob o argumento de que os documentos antigos e novos apresentados pelo senador deveriam ser periciados e as testemunhas, ouvidas.

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