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Eleições 2014

Lindbergh rebate Raupp e diz que PT do Rio está preparado para a 'guerra'

Erich Decat - Agência Estado

16 Janeiro 2014 | 20h 50

Petista comparou seu desempenho nas pesquisas com o do vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e disse que PT deve reafirmar sua candidatura

Brasília - Postulante ao cargo de governador do Rio de Janeiro, o senador Lindbergh Faria (PT-RJ) subiu o tom nesta quinta-feira e rebateu as declarações do presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), de que sua candidatura "não vai decolar"."A primeira pergunta que quero fazer é: o que o Raupp tem na cabeça? Falar que a nossa candidatura não decolou, e a candidatura do PMDB do Pezão? Na últimas pesquisas eu apareço com 15%, o Garotinho 21%, Crivella 15% e o candidato do PMDB com 5%", disse o petista

Em entrevista ao Broadcast Político nesta quinta-feira, 16, Raupp afirmou que as pesquisas mostram que a campanha do petista "não decolou e nem vai decolar." No Rio, o PMDB tenta emplacar para o comando do Estado o nome do atual vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). O PT, no entanto, defende o nome de Lindbergh.

Para o petista, a expectativa do partido é de chegar a um patamar de 30% das intenções de votos apenas em junho quando se iniciarão a propaganda eleitoral de rádio e TV."Esse patamar atual para a gente é muito bom. O difícil é o presidente do PMDB explicar porque no Rio a avaliação do governo é de 50% de ruim e péssimo. Esse é um cenário que dificulta muito o crescimento da candidatura deles. Fica feio o presidente do PMDB dizer que a nossa candidatura não decolou quando a do candidato dele patina em 5%", afirmou.

Segundo ele, no próximo sábado o PT vai fazer um evento no Rio em que o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, irá "reafirmar" a candidatura do partido ao governo do Estado. "A gente não quer criar nenhum constrangimento ou dificuldade para a presidente Dilma na relação com o PMDB nacional. Mas ao mesmo tempo, com a vinda do presidente nacional do PT, é momento de se reafirmar a nossa candidatura", disse.

Na avaliação do petista, o clima de "guerra" entre os dois partidos deve permanecer ao logo da campanha eleitoral. "A truculência faz parte da natureza do PMDB do Rio. Espero uma relação civilizada, mas a prática deles não é essa. Se acham os donos do Estado, truculentos. Mas estamos preparados para a guerra", afirmou.

Segundo ele, a pedido da cúpula nacional do partido, o desembarque do PT do atual governo do Estado deve ocorrer apenas em março, após o Carnaval. "Há essa posição da direção nacional para espera até março. O PT define as suas estratégias nos chamados encontros estaduais, estamos estudando fazer o mais breve possível para dar uma largada na candidatura porque tudo isso cria um clima de indefinição para a construção das alianças".

Ameno. Como informou o Estado nesta quinta, após o encontro de Dilma com Renan Calheiros (PMDB-AL) e Michel Temer na noite de quarta-feira, 15, na qual a presidente afirmou que não há uma "questão fechada" sobre os ministérios, o PMDB diminuiu o tom das críticas ao governo petista. A sigla deve aguardar as decisões sobre a reforma ministerial no final deste mês para definir qual posicionamento adotar.

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