Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Líderes do 'centrão' devem recuar e aceitar eleição para a Presidência da Câmara na quinta, 14

Parlamentares discutem nesta sexta-feira, 8, decisão de Maranhão de manter data da eleição; na última quinta, 7, os partidos reuniram os votos da maioria no colégio de líderes para tentar antecipar a sessão para a próxima terça, 12, data que coincidiria com a análise do recurso de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na CCJ

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

08 Julho 2016 | 16h35

BRASÍLIA - Líderes do "centrão" estão reunidos para discutir a decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de manter a eleição da presidência da Casa para a quinta-feira, 14. A expectativa é de que eles recuem e decidam não judicializar a questão.

Na última quinta, 7, os partidos reuniram os votos da maioria no colégio de líderes para tentar antecipar a sessão para a próxima terça, 12. A data coincidiria com a análise do recurso do deputado afastado e ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e acabaria atrasando o processo.

Mais cedo, o líder do PDT, Rogério Rosso (DF), e o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) tentaram, sem sucesso, convencer Maranhão a aceitar a decisão do colégio de líderes, porém ele estava irredutível. Como adiantou o Broadcast Político, eles chegaram a dizer que iriam judicializar o ato, mas recuaram ao constatar que um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) poderia postergar ainda mais a eleição.

Eles temem que a decisão não seja concluída antes do recesso branco, na próxima semana, e acabe sendo adiado para agosto. Além de Rosso e Marun, estão presentes na reunião desta sexta-feira, 8, o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), o líder do PR, Aelton Freitas (MG), o deputado Hugo Leal (PSB-RJ), o vice-presidente da Casa, Fernando Giacobo (PR-PR), e o primeiro-secretário da Casa, Beto Mansur (PRB-SP).

Rosso e Giacobo estão entre os favoritos da disputa pela Presidência. Ao sair da reunião, antes de o encontro ser encerrado, Giacobo disse que será candidato "se deus quiser e o povo permitir". Eles não quiseram comentar o teor da conversa dos deputados com a imprensa.

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