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Líder dos 'rolezeiros' deixa organização ligada ao PCdoB

Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo

31 Janeiro 2014 | 19h 09

Vinícius Andrade anuncia que deixará a União da Juventude Socialista (UJS), quatro dias após assinar ficha de filiação

Quatro dias depois de ter assinado uma ficha de filiação à União da Juventude Socialista (UJS), organização ligada ao PCdoB, o estudante Vinicius Andrade, 17, anunciou nesta sexta-feira, 31, que está deixando o grupo. Ele é um dos líderes por trás dos "rolezinhos" de jovens por shoppings de São Paulo. "Decidi me afastar para não criar polêmica. Foi tudo um mal entendido", diz ele.

Sua conversão ao "socialismo" aconteceu na terça-feira, durante seminário nacional da UJS que contou, entre outros, com a presença do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e do ex-ministro e vereador Orlando Silva, presidente estadual do partido. Na ocasião, o estudante disse ao site da UJS que a entidade, fundada em 1984 pelo hoje ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também do PCdoB, o fez enxergar "a necessidade de construir uma nova sociedade".

A novidade desagradou aos fãs de Vinicius, que conta com quase 100 mil seguidores no Facebook, e também repercutiu mal entre os demais 60 líderes do grupo que se articula para criar uma "associação rolezeira". Ainda sem nome, o agrupamento está na linha de frente das negociações entre a prefeitura de São Paulo e os donos de shoppings, que reclamam do "movimento".

"Se o Vinicius assinou mesmo a ficha de filiação, foi de forma inocente. Eles os outros organizadores estão sendo assediados por causa do poder de mobilização que têm. Fizemos um acordo de que ninguém vai fechar com nenhum partido político", afirma José Ricardo Alves Sousa, 27. Mais conhecido como Ricardo Sucesso, ele é produtor dos mais populares funkeiros da modalidade "funk ostentação". É também uma espécie de "líder dos líderes" rolezeiros.

"Sucesso" é o principal responsável pela transformação dos rolês de passatempo dominical em movimento para melhorar as condições de vida da periferia. Partiu dele a orientação de que, a partir de agora, ninguém mais vai falar com a imprensa. O silêncio, segundo o produtor, vai durar pelo menos até o fim das negociações entre shoppings e a prefeitura. Procurada, a UJS não se manifestou.

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