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Líder do PT responde a ataques e diz que Campos perdeu a razão

Angela Lacerda - O Estado de S. Paulo

16 Junho 2014 | 16h 01

Senador Humberto Costa usa ironia para lembrar que pré-candidato do PSB à Presidência já foi do primeiro escalão de governos petistas

RECIFE - Ao rebater aos ataques do pré-candidato do PSB Eduardo Campos ao governo da presidente Dilma Rousseff, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), perdeu 'racionalidade ' e, com ironia, relembrou o período em que o pernambucano fez parte da base aliada da gestão petista. "Se de fato o governo está dominado por raposas que já roubaram o que tinha de roubar, o que Eduardo Campos fez durante 11 dentro deste governo?", questionou Costa nesta segunda-feira, 16.

Campos participou no domingo da oficialização da candidatura do seu afilhado político ao governo pernambucano. Durante o evento, justificou seu rompimento com o PT e associou a gestão Dilma à corrupção. "Não fico mais em um governo comandado por um bocado de raposa que já roubou o que tinha que roubar", afirmou.

Para Humberto Costa, Campos "está exagerando" e seus argumentos demonstram "perda de racionalidade": "é reflexo do fato de até o momento ele não ter se inserido na disputa presidencial como imaginava". "As pessoas passam a emitir opiniões que são, não somente injustas, mas contraditórias", disse o petista, após participar do anúncio da oficialização da candidatura do senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao governo de Pernambuco, apoiada pelo PT.

Na avaliação do petista, é difícil para o eleitor entender a reação do ex-governador. "Como alguém passa tanto tempo defendendo um governo, uma proposta, ocupando um espaço e de repente da noite para o dia tudo aquilo que era maravilhoso se torna uma coisa horrível?"

Vaias a Dilma. Ao comentar a declaração de Campos sobre os xingamentos dirigidos a Dilma na abertura da Copa, o líder petista afirmou "que essas pessoas da oposição perderam um bom momento de demonstrar uma estatura política que os torne merecedores de chegarem à Presidência". Na semana passada, o ex-governador ponderou que a forma com que parte da torcida reagiu pode ter sido equivocada mas indicavam o descontentamento com a presidente, e emendou: "A gente colhe o que planta".

"Alguém, para almejar a Presidência, precisa ter a noção do que isto representa como instituição", complementou. "(Até) segmentos ideológicos de extrema direita foram capazes de perceber que o que ali estava em jogo não era uma candidata a presidente, mas, na verdade, uma instituição chamada Presidência da República", afirmou.

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