Líder do PT lamenta perda de espaços do partido na Câmara

A perda de espaços estratégicos dentro da Câmara dos Deputados foi considerada por parte de integrantes do PT como um "impacto muito duro" na intenção do partido de manter o ritmo das atividades na Casa. O PT é o partido com a maior bancada de deputados, mas com a criação dos blocos que irão disputar o comando da Casa, a legenda conseguiu forma um grupo com 160 representantes, 58 a menos do que o formado pelo PMDB, que angariou o maior número de parlamentares (218).

ERICH DECAT, Estadão Conteúdo

01 Fevereiro 2015 | 17h13

Com esses dados em mãos, o atual líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP), considerou que o partido deverá conviver com a nova realidade imposta pelo racha da base aliada ocorrida em razão da disputa da presidência da Câmara marcada para hoje.

"Vejo com tristeza esse retrato porque aconteceram essas ramificações entorno dos blocos e eles conseguiram fazer um bloco maior e a consequência disso é eles terem preferência nas primeiras indicações", afirmou o petista.

Entre as comissões que devem sair das mãos dos petistas está a de Constituição e Justiça e a de Finanças. Pela primeira passam, quase que obrigatoriamente, todas as propostas que tramitam na Casa, além de possíveis processos de cassação de parlamentares, antes de seguirem para o Plenário. Já no caso de Finanças, o colegiado é responsável por apresentar pareceres sobre a adequação financeira e orçamentária das proposições.

"É um impacto muito ruim. Por isso que falo que minha reação é de tristeza. Um impacto muito duro, ruim, mas temos que atuar de acordo com a realidade que existe. O PMDB conseguiu fazer um bloco maior do que o nosso. Quando a gente conseguia a gente escolhia e pela primeira vez isso aconteceu. Vamos ter que conviver com essa realidade", ressaltou o líder do PT. "Ficou ruim", resumiu o deputado Paulo Teixeira (SP).

De acordo com a ordem de escolha da presidências das Comissões, o partido ficará com a quarta escolha. Em razão de ter feito um acordo na formação do bloco para a presidência da Câmara, os petistas poderão ceder a vaga para o maior partido do grupo que é o PSD, na sequência viria o PR e o PROS. Dessa forma, os petistas seriam empurrados para a presidência de comissões ainda menos relevantes dentro da Casa.

Segundo Vicentinho, essa questão da presidência dos colegiados ainda não foi definida internamente e deve ser alvo de novos debates nas próximas semanas quando os partidos indicam os nomes para comporem as comissões. "Em relação à Mesa Diretora estamos indicando outros partidos para compô-la como o PROS, PSD e PR, em razão do acordo feito. Mas não posso falar ainda das comissões porque não deliberamos sobre isso", disse o petista.

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