Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Líder do PSDB quer revogar passagens a cônjuges de deputados

Carlos Sampaio (SP) avisou que vai propor ao presidente da Casa dar urgência a projeto para revogar medida; ele disse que caso não seja atendido vai acionar o Supremo contra o benefício

Daiene Cardoso e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

26 Fevereiro 2015 | 15h54

Atualizado às 19h17

Brasília - O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP), anunciou nesta noite que vai propor ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dar urgência a um projeto de resolução que será apresentado nesta quinta visando revogar os efeitos da medida que liberou o pagamento de passagens aéreas para cônjuges dos parlamentares. 

O tucano quer votar a resolução na terça-feira, 3. Caso Cunha não concorde em dar urgência à proposta do PSDB, Sampaio informou que entrará, ainda nesta noite, com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF). 

O tucano explicou que a votação em caráter de urgência da resolução pode sustar de forma mais ágil a medida anunciada na quarta pela Mesa Diretora da Casa. Ele argumenta que os recursos são para o exercício do mandato parlamentar e não para viagens de suas esposas. "Essa verba é inaceitável", declarou Sampaio. 

Cunha disse mais cedo que um parlamentar do PSDB pediu o retorno do benefício e disse que só usará a cota de passagens quem quiser. Sampaio desconversou sobre o pedido do deputado tucano e disse que não se preocupava com quem tinha feito a solicitação ao presidente da Câmara. "Nenhum integrante do PSDB fará uso dessas passagens", afirmou.

Além do PSDB, o PPS anunciou que abrirá mão das passagens destinadas aos companheiros e companheiras dos parlamentares. "Não tem sentido a Mesa autorizar que os parlamentares possam levar parentes para Brasília. Os deputados têm de fazer isso pagando de seu bolso, usando as milhagens que já recebem ou o próprio salário. Nada de onerar os contribuintes", disse em nota o vice-líder do PPS, Arnaldo Jordy (PA).

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que autorizou a concessão, afirmou que não pretende utilizar o benefício.

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