PUBLICIDADE

Líder do PSDB defende manter votação sobre afastamento de Aécio nesta terça-feira

Clima na bancada tucana, porém, não é unânime; Ricardo Ferraço é a favor de aguardar julgamento no STF de ação que defende consulta ao Congresso em caso de medidas cautelares contra parlamentares

Foto do author Felipe Frazão
Por Thiago Faria e Felipe Frazão
Atualização:

BRASÍLIA - O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), voltou a defender nesta terça-feira, 3, que o Senado analise em plenário a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Na semana passada, a Primeira Turma da Corte determinou o afastamento do mandato parlamentar do tucano e o seu recolhimento noturno.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) Foto: Dida Sampaio/Estadão

PUBLICIDADE

A decisão abriu uma crise institucional entre os Poderes, pois senadores entendem não haver previsão constitucional para o afastamento parlamentar.

+++ ARTIGO: Senado está errado no caso do afastamento de Aécio

Bauer reuniu a bancada do partido na tarde desta terça-feira e disse que, apesar do recuo do PT, a intenção é colocar a questão em votação ainda nesta terça-feira. Parlamentares ainda aguardavam o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) para uma reunião de líderes partidários.

"Não vejo necessidade de deixar para o dia 11. Não estamos tratando de matéria política, mas sim de matéria constitucional", disse Bauer.

O clima na bancada tucana, porém, não é unânime. O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) é favorável que o Senado aguarde o julgamento de uma ação, prevista para o dia 11, que defende a consulta ao Congresso em caso de medidas cautelares contra parlamentares.

A expectativa entre os tucanos também gira em torno de uma medida cautelar ajuizada pela defesa de Aécio nesta segunda-feira. No recurso, o tucano pede a suspensão da decisão da Primeira Turma até o julgamento do dia 11.

Publicidade

Caso o relator, ministro Edson Fachin, aceite o pedido, o Senado não teria a necessidade de votar se aceita o afastamento de Aécio, evitando, assim, o acirramento da crise institucional entre os poderes.