Líder do PMDB atribui falta de quórum a 'problema de logística'

Segundo Leonardo Picciani, muitos peemedebistas 'estavam em trânsito' e não conseguiram chegar à sessão para analisar os vetos marcada para às 11h30

Carla Araújo, Daniel Carvalho, Ricardo Brito e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 18h11

Brasília - O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) creditou a um problema de logística para justificar a derrubada por falta de quórum da sessão do Congresso desta terça-feira, 6, que estava prevista para apreciar os vetos presidenciais. Segundo ele, muitos peemedebistas "estavam em trânsito" e não conseguiram chegar à sessão marcada para às 11h30. "Foram detalhes de logística. Muitos peemedebistas estavam em trânsito, voltando de seus estados", disse. 

A sessão do Congresso para apreciação dos vetos presidenciais era o primeiro grande teste de força de Picciani, que negociou diretamente com a presidente Dilma Rousseff a nomeação de dois deputados federais do partido para os ministérios da Saúde e Ciência e Tecnologia. Marcelo Castro (PI) e André Figueiredo (CE) viraram ministros numa tentativa do governo de fidelizar a bancada do PMDB na Câmara. 

Nesta terça-feira, no entanto, apenas 52% dos peemedebistas registraram presença na sessão, que foi remarcada pelo presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) para amanhã, às 11h30. O líder do PSD, Rogério Rosso (DF), também atribuiu o movimento a uma questão tradicional dos deputados. "Cerca de 70% da minha bancada chega entre meio dia e 17 horas", disse.

Somente 25 deputados do PP, do PR e do PSD - os mais queixosos com a reforma - disseram oficialmente estar presentes na sessão de hoje, sendo que o trio tem junto 106 representantes na Câmara. Ou seja, eles conseguiriam, sozinhos, garantir o quórum de votação. A média de presença deles ficou em 23%, ou seja, menos de um em quatro deputados. 

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