Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Levy: CPMF é aquela que o governo mandou e é temporária

Para ministro da Fazenda, tributo deve ser provisório, mas tem papel importante no processo de ajuste fiscal, assim como foi relevante em 1999, quando a economia brasileira também passou por ajustes

Idiana Tomazelli e Vinicius Neder , O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2015 | 11h20

RIO - Em evento nesta segunda-feira 5, no Rio de Janeiro, O ministro da Fazenda, JOaquim Levy, disse que a CPMF tem mostrado papel importante no processo de ajuste fiscal, assim como foi relevante em 1999, quando a economia brasileira também passou por ajustes. Segundo ele, no entanto, o tributo tem de ser provisório.

"A CPMF até agora tem mostrado ter papel importante (no ajuste fiscal), como ela teve no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o presidente teve que trazer o Brasil de volta a uma rota de equilíbrio", afirmou Levy. "Demorou uns mesezinhos, mas (a CPMF) foi fundamental na arquitetura de reequilíbrio naquela época", acrescentou, após participar de seminário da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Mais cedo, o ministro já havia dito que a CPMF foi o "coração" do ajuste promovido na economia em 1999. Levy destacou, porém, que o projeto para a recriação da CPMF agora não teve alterações em relação ao enviado pelo governo ao Congresso.

"A CPMF é aquela que o governo mandou e é temporária. Ela tem de ser provisória. A CPMF é para a gente criar uma ponte para chegar com segurança onde a gente quer: um País com mais investimento e infraestrutura funcionando melhor", afirmou Levy.

Na semana passada, ao ser anunciado como novo ministro da Saúde, Marcelo Castro defendeu que o tributo fosse permanente e incidisse sobre operações tanto de débito quanto de crédito.

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