Leréia parabeniza Cachoeira e diz querer ser ouvido na CPI

Em pronunciamento na Câmara, deputado tucano disse que contraventor é "amigo pessoal"

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

03 Maio 2012 | 19h51

Investigado pela Corregedoria da Câmara e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ligações com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) fez um pequeno pronunciamento no plenário da Câmara, nesta quinta, para comunicar que pediria para ser ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o esquema montado pelo contraventor.

Leréia aproveitou o fato de Carlinhos Cachoeira completar 49 anos nesta quinta para lembrar a data e reafirmar que é amigo do contraventor. "Todos têm acompanhado que meu nome é citado várias vezes como o de uma pessoa que falou frequentemente com o senhor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que, por sinal, faz aniversário hoje. Está preso na Papuda, faz 49 anos e é meu amigo pessoal", disse Lereia.

Em seguida, ele fez um comunicado à Câmara: "Eu gostaria de comunicar a esta Casa que tomei a decisão de manifestar oficialmente ao senhor presidente da CPI, senador Vital do Rego, e ao nobre relator, deputado Odair Cunha, meu interesse em imediatamente dar minhas explicações a respeito do que tem sido noticiado pela imprensa."

Logo depois, Leréia avisou que iria ao protocolo da CPI registrar sua decisão de depor perante a CPI. Avisou ainda que não assinou o requerimento de convocação da CPI para investigar Cachoeira encabeçado pelo deputado Protógenes Queiroz (PcdoB-SP) por saber que o parlamentar "tinha ligação com a turma lá" - Protógenes usou o araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, em operações que comandou, quando era delegado da PF. Dadá está preso. Segundo Leréia, a atual CPI, criada por senadores e deputados, teve o apoio e a assinatura dele.

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