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DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Lava Jato não vai sofrer ‘mudança radical’ sem Janot, afirma entidade

Presidente de associação diz que barrar eventual recondução do chefe do Ministério Público não muda curso da operação

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Beatriz Bulla e Ricardo Brito ,
O Estado de S. Paulo

21 Julho 2015 | 23h33

Brasília - O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho, afirma que uma possível resistência do Senado a apoiar um novo mandato do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não vai mudar o curso da Operação Lava Jato. Segundo ele, Janot e os outros três candidatos ao cargo não fariam qualquer “mudança radical” na continuidade das apurações. 

“Tirar o doutor Rodrigo Janot porque ele está fazendo investigação disso ou daquilo para colocar outra pessoa pouco vai mudar, porque a investigação vai continuar”, afirmou.

Robalinho compara a situação atual à troca de comando que ocorreu na instituição quando da investigação do mensalão. Coube ao então procurador-geral Antonio Fernando Souza oferecer a denúncia criminal ao Supremo Tribunal Federal, mas o sucessor dele, Roberto Gurgel, foi quem esteve à frente do Ministério Público Federal durante o julgamento da ação penal pela Corte.

“Não há por que achar que vai haver uma mudança de 180 graus. Os senadores vão perceber isso.” 

Procuradores da República vão votar, no próximo dia 5, em um dos quatro candidatos para formar lista tríplice de indicados à vaga de procurador-geral. As sugestões são encaminhadas à presidente Dilma Rousseff. Posteriormente, o indicado deve passar pelo crivo do Senado na Comissão de Constituição e Justiça e, em seguida, do plenário, em votação secreta.

Para o presidente da entidade dos procuradores, Dilma irá “respeitar a lista” e escolher um dos três indicados pela categoria. O governo já admite nos bastidores, no entanto, que Janot terá dificuldade a ser reconduzido por enfrentar um Senado com 13 políticos investigados na Lava Jato. Robalinho defendeu a regularidade da ação da Polícia Federal durante a Operação Politeia, que fez buscas e apreensões em imóveis de três senadores. 

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