Dida Sampaio/Estadão
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Kassab diz ser a favor de projeto que estabelece quarentena para novos partidos

Pelo novo texto, fusão entre partidos só seria permitida para aqueles que tenham obtido registro no TSE há pelo menos cinco anos

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Estadão Conteúdo

07 Fevereiro 2015 | 14h09

SOROCABA - O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, disse neste sábado (7), em Sorocaba (SP), que é favorável ao projeto do deputado Mendonça Filho (DEM-PE) que estabelece uma quarentena de cinco anos para a fusão de novos partidos.

Pelo texto, a fusão só seria permitida para partidos políticos que tenham obtido registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) há pelo menos cinco anos. "Eu apoio que haja a quarentena, acho uma boa regra", disse Kassab, sem explicar a razão do posicionamento.

Em tese, a mudança na atual legislação que não estabelece restrições para a fusão de partidos poderá atrapalhar os planos do ministro. Kassab está empenhado na criação do Partido Liberal (PL) para, no futuro, fundi-lo com o PSD. O ministro disse que não daria detalhes sobre o tema porque não está à frente do processo. "Estou licenciado da presidência do PSD e quem pode falar sobre isso é o presidente em exercício, (ex) deputado Guilherme Campos. Ele é o articulador (do novo partido) e pode falar."

O deputado federal Jefferson Campos (PSD), que acompanhava Kassab, disse que o PL será mesmo criado, pois a legislação atual não impede. "Mesmo que seja aprovada a quarentena, ela não fecha as portas para o PL", afirmou.

A ofensiva contra as pretensões de Kassab, de criar um partido para acomodar parlamentares descontentes da oposição ou do PMDB e ampliar a base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff, partiu da Câmara dos Deputados, presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desafeto da presidente.

Kassab não quis comentar o posicionamento de Cunha. "Como disse, estou licenciado no partido, agora só falo como ministro das Cidades." O deputado Campos lembrou que há outros partidos em processo de criação e que as novas regras precisam passar pelo crivo do Congresso. "As reações são normais, fazem parte do jogo político", afirmou

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