Justiça nega liminares contra detenções da Xeque-Mate

Operação da PF prendeu 77 pessoas ligadas a exploração de caça-níqueis

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h40

Os três primeiros pedidos de liminares contra a prisão de membros da chamada máfia dos caça níqueis foram negados nesta sexta-feira, 15, pelo desembargador Carlos Stephanini, da 2ª Turma Criminal do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Antônio Aparecido Ferreira, Ana Paula Gatti Vital e Dirceu Garcia de Oliveira, todos acusados por formação de quadrilha e crimes de estelionato, entraram na Justiça contra as detenções e tiveram seus pedidos negados. Segundo o despacho do magistrado, os acusados estão presos em razão da prisão preventiva, "que foi decretada com a devida fundamentação", e não da temporária. Eles fazem parte de um grupo de 19 presos que tiveram a preventiva decretada pelo juiz da 2ª Vara Criminal Federal de Três Lagoas, Albino Coimbra Neto. Outros nove tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Dalton Igor Kita Conrado, da 5ª Vara Federal de Campo Grande. Todos estão recolhidos no Presídio Federal de Campo Grande, com exceção do médico Hércules Mandetta Neto, que por força do benefício da prisão especial, foi transferido hoje para a carceragem da Polícia Federal. Considerado o chefão dos cinco grupos que compõem a máfia dos caças níqueis, o ex-deputado pelo Paraná Nilton Cezar Servo também quer sair do Presídio Federal de Campo Grande. O advogado de Servo, Eldes Rodrigues, justifica a transferência alegando seu cliente não foi condenado e por isso, não caberia permanência em presídio. A Operação Xeque-Mate prendeu 77 pessoas de cinco quadrilhas ligadas a importação e exploração de caça-níqueis. As máquinas eram contrabandeadas do Paraguai e distribuídas em vários Estados. Entre os presos estão empresários, advogados e policiais civis e militares acusados de receber propinas para facilitar as atividades da organização. A operação atingiu também o irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Genival Inácio da Silva, o Vavá. Ele foi indiciado sob a acusação de tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio no Judiciário.

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