Justiça libera 44 acusados e mantém 23 presos na Xeque-Mate

Dario Morelli Filho, compadre do presidente Lula, está entre os liberados pela justiça

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 15h13

A Justiça liberou até agora 44 acusados na Operação Xeque-Mate e manteve detidas, com prisão preventiva, outras 23 pessoas investigadas. A ação da Polícia Federal tinha 85 mandados de prisão, outros cinco acusados ainda estão foragidos. Entre os liberados na quarta, estão Dario Morelli, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e os familiares de Nilton Cezar Servo, acusado pela PF de ser o chefe do esquema. Os liberados estavam entre os 67 que cumpriam prisão temporária desde o início da ação. A decisão sobre a liberação ou não dos presos da Operação Xeque-Mate está nas mãos da 2ª Vara Criminal Federal de Três Lagoas (MS) e da 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul. Com a Operação Xeque-Mate, a Polícia Federal tenta desmontar diversos esquemas de tráfico de drogas, corrupção e jogos ilegais. A operação investiga o contrabando de componentes eletrônicos para a utilização em máquinas caça-níqueis e tráfico de drogas. Os detidos são acusados de praticarem crimes como corrupção, falsidade ideológica, formação de quadrilha, tráfico de influência e exploração de prestígio. As últimas prisões preventivas foram decretadas pelo o juiz da 2ª Vara Criminal Federal de Três Lagoas (MS), Albino Coimbra Neto, na noite de ontem (13). Foram 17 prisões nesta decisão, além de dois casos que dispensavam novas determinações, pois já tinham prisão cautelar determinada - Leandro Cezar dos Santos (que não consta da lista dos que já foram presos pela Polícia Federal) e Ivanildo Santos da Silva (está preso). Na terça-feira, a 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul tinha determinado a prisão preventiva de nove investigados, entre eles, dois foragidos: Gandi Jamil e Raimundo Romano.

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