1. Usuário
Assine o Estadão
assine
Mensalao

Justiça italiana vai analisar em junho o pedido de extradição de Pizzolato

O Estado de S. Paulo

02 Maio 2014 | 16h 20

Dois procuradores vão acompanhar de perto o processo; PRG entende que o ex-diretor do Banco do Brasil, mesmo tendo cidadania italiana, pode ser extraditado

São Paulo - A Corte de Apelação de Bolonha, na Itália, marcou para o dia 5 de junho a análise e o julgamento do pedido de extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Condenado a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público (peculato) no processo do mensalão, Pizzolato foi preso em fevereiro, em Maranello, na Itália, país do qual ele tem cidadania.

O pedido de extradição foi elaborado pela Procuradoria Geral da República e entregue em fevereiro pelo Ministério das Relações Exteriores ao governo italiano.

Os procuradores regionais da República Vladimir Aras e Eduardo Pelella foram escalados pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, para ir à Itália para se reunir com autoridades italianas e acompanhar o julgamento.

A PGR entende que Pizzolato pode ser extraditado para o Brasil mesmo tendo também a cidadania italiana. O Ministério Público da Itália já emitiu parecer favorável à extradição de Pizzolato e pediu informações ao governo brasileiro para saber se há no país presídio em condições de receber Pizzolato, caso ele seja extraditado.

Na quarta, 30, a Advocacia-Geral da União informou à PGR que o Estado brasileiro contratou o escritório de advocacia Studio Gentiloni Silveri – Diritto Penale para acompanhar o processo. A contratação do escritório foi solicitada pos Janot à AGU.

 

Mensalao