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Justiça autoriza condenado do mensalão a trabalhar em hospital no MT

Agência Estado e Lilian Venturini

09 Janeiro 2014 | 11h 39

Ex-deputado e médico Pedro Henry (PP) poderá deixar a prisão durante o dia para atuar como coordenador de clínica médica de unidade particular em Cuiabá; salário será de R$ 7,5 mil

O ex-deputado Pedro Henry (PP-MT), condenado por envolvimento no mensalão, começou a trabalhar nesta quinta-feira, 9, como coordenador administrativo do hospital particular Santa Rosa, em Cuiabá. Henry cumprirá a pena de 7 anos e 2 meses em regime semiaberto e nessa quarta, 8, o juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá (MS), autorizou o ex-parlamentar a trabalhar.

Henry é médico, mas será responsável por assuntos administrativos, como cuidar da escala dos profissionais, e não fará atendimento a pacientes. Receberá R$ 7,5 mil e trabalhará das 7 horas às 17 horas, segundo informou a assessoria de imprensa do hospital. Às 19 horas ele deve se reapresentar à Penitenciária Central do Estado (Polinter), onde permanece até as 6 horas do dia seguinte. Aos sábados, deve se recolher a partir das 14 horas e ficar recluso até as 6 horas da segunda-feira .

De acordo com a decisão do juiz, o ex-deputado está proibido de frequentar lugares como casas de prostituição e de jogos, portar armas e ingerir bebidas alcoólicas ou se apresentar embriagado na penitenciária. Para cumprimento do regime deverá colocar tornozeleira eletrônica para ser monitorado. Segundo o termo de audiência, ex-deputado se declarou ciente das condições e se comprometeu a cumpri-las rigorosamente.

Após ter a ordem de prisão decretada, em dezembro, o parlamentar renunciou ao mandato na Câmara - decisão também adotada por José Genoino (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) para evitar o processo de cassação. Inicialmente Henry foi encaminhado para o Complexo da Papuda, em Brasília, onde estão outros condenados do mensalão, e foi transferido no fim de dezembro para Mato Grosso. Ele foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Com informações do Lides, do Portal Migalhas, parceiro do Broadcast Político

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