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Eleições 2014

José Melo toma posse no AM e não menciona Eduardo Braga

KLEITON RENZO - Agência Estado

05 Abril 2014 | 12h 24

Nos pouco mais de 40 minutos que discursou em agradecimento ao tomar posse como governador do Amazonas, José Melo (PROS) não mencionou em um único minuto o senador Eduardo Braga (PMDB) de quem foi vice-governador por dois mandatos e terá como virtual adversário nas eleições de outubro. Por outro lado não poupou elogios aos ex-governadores Omar Aziz (PSD) e Amazonino Mendes (PDT), a quem Melo chamou de "pai político".

Braga não compareceu à cerimônia realizada no Teatro Amazonas, em Manaus, para um plateia formada por representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário amazonense. Entre eles o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), o presidente da Assembleia Legislativa, Josué Neto (PSD), o presidente do TJ-AM, Ari Moutinho e o ministro do STJ Mauro Campbell.

Após a posse Melo foi cauteloso ao comentar se irá exonerar os secretários de governo que possuem ligações com o senador Eduardo Braga. Ao falar sobre o secretário geral, Miguel Capobiango, Melo afirmou que ele "vem fazendo um trabalho muito competente e só sai do meu governo se quiser."

Capobiango, homem de confiança de Braga, é o coordenador da Unidade Gestora da Copa (UGP-Copa) do governo do Estado e responsável pela Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Nos bastidores é corrente a informação de que os secretários que mantém algum vínculo com o senador Eduardo Braga já estão com a carta de demissão prontas.

Nessa lista aparecem o titular da secretaria de Educação (Seduc), Rossiele Soares da Silva, o titular da secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti), Odenildo Sena, da Infraestrutura (Seinf), Waldívia Alencar, e da secretaria de Articulação de Políticas Públicas aos Movimentos Sociais e Populares (Searp), José Farias.

Sobre o assunto o governador também desviou conversa. Questionado se faria mudanças no secretariado, Melo disse que "um governo bem avaliado como é o nosso não pode sair por ai destruindo. No entanto, tal qual acontece numa família, onde um filho ou outro precisa ser chamado à atenção, assim também é no governo. (...) Eu vou cumprir minha tarefa e meus secretários todos também cumprirão. Enquanto fizerem isso merecem minha confiança", disse.

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