Jobim reitera ideia de Dilma criar Secretaria de Aviação Civil

O ministro, no entanto, não quis falar sobre indicações para a nova pasta, alegando que essa é uma decisão da presidente eleita

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

13 Dezembro 2010 | 14h19

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reiterou nesta segunda-feira, 13, que a presidente eleita Dilma Rousseff tem ideia de criar uma Secretaria de Aviação Civil, nos mesmos moldes da Secretaria dos Portos, vinculada à Presidência da República. Jobim, que vai continuar à frente do Ministério no governo Dilma Rousseff, esteve reunido com a presidente eleita no último sábado, por cerca de duas horas, na Granja do Torto. Ele lembrou que a ideia da Secretaria já havia sido sugerida ao presidente da República, porque a aviação civil "era o último elemento externo que estava na Defesa, embora tenha nascido na FAB".

 

Jobim não quis falar sobre indicações para a nova pasta, alegando que essa é uma decisão de Dilma Rousseff. "O importante é a decisão política da presidente Dilma, de ter um organismo dessa natureza", afirmou.

 

Em relação aos comandantes das três Forças, Jobim disse que "a tendência da presidente eleita é pela manutenção (dos atuais)". Sobre a decisão da compra dos 36 caças da Força Aérea, Jobim informou que Dilma vai conversar com o presidente Lula esta semana para estabelecer se a decisão sai agora em dezembro, em janeiro ou em fevereiro. "É um assunto que está no nível do presidente da República e não mais no nível de ministro", argumentou.

 

Com relação à Força de Pacificação que está sendo criada, para atuar nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, Jobim disse que estão sendo preparadas as regras de engajamento e o plano de operação que serão aprovados por ele e pelo governador do Rio. Segundo o ministro a expectativa é que o Exército assuma logo, mas sem informar data. Ele disse que a cada 30 dias, tanto o Ministério da Defesa quanto o Estado Maior Conjunto de Defesa e as Forças Armadas vão avaliar a operação para decidir sobre a sua continuidade ou não.

 

"É uma coisa elástica. Vamos ver a flexibilidade e a continuidade a cada 30 dias. Vai ser uma força de pacificação sobre o comando do Exército com duas vertentes: militar e estadual", disse o ministro, depois de participar da cerimônia de lançamento do "Projeto Centros Integrados de Desenvolvimento Regional", que consiste na instalação de computadores nos pelotões de fronteira.

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