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João Paulo Cunha se entregou no Complexo da Papuda, afirma a PF

Ricardo Brito - O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2014 | 19h 36

Deputado teve prisão decretada pelo Supremo nesta terça; em nota, ele descartou renunciar ao mandato

Brasília  - O Departamento de Polícia Federal informou no início da noite desta terça-feira, 4, em sua conta oficial do Twitter, que o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) se entregou. Um mês após ter determinado a execução da pena, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, expediu nesta terça o mandado de prisão. "A PF informa que o Deputado Federal João Paulo Cunha acaba de se entregar no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília", disse a PF.

Em dois comentários anteriores, feitos por volta das 18h, a Polícia havia dito que tinha recebido o mandado de prisão do parlamentar e que estavam sendo "realizadas ações para dar cumprimento ao mandado". O mandado de prisão só não foi assinado nessa segunda, 3, porque o ministro Joaquim Barbosa participou da solenidade de abertura dos trabalhos legislativos e preferiu adiar a decisão para evitar constrangimentos.

No começo de janeiro, Joaquim Barbosa entrou em férias sem assinar o mandado de prisão de João Paulo. Nos bastidores, integrantes da Corte manifestaram insatisfação com a condução das prisões. Nessa segunda, ao visitar o acampamento de manifestantes que pediam a anulação do julgamento, em frente ao STF, João Paulo afirmou que usará todos os recursos possíveis contra sua condenação.

Em nota divulgada nesta terça-feira, o deputado afirmou que iria cumprir a lei, referindo-se ao fato de se entregar, mas descartou a hipótese de renunciar ao mandato. A decisão ficará sob a responsabilidade da Câmara.

João Paulo vai começar a cumprir pena de 6 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto pelas condenações nos crimes de peculato e corrupção ativa. Ele ainda tenta reverter a condenação de 3 anos pelo crime de lavagem de dinheiro por meio de embargo infringente, o que pode aumentar a pena para 9 anos e 4 meses e alterar o regime de cumprimento da pena, de semiaberto para fechado.

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