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Mensalao

Jefferson ainda está proibido de receber visitas em presídio

Luciana Nunes Leal

28 Fevereiro 2014 | 10h 53

Assessoria do delator do mensalão relata isolamento e ironiza supostas regalias a condenados petistas

RIO - A assessoria do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que cumpre pena desde a noite de segunda-feira, 24, no Instituto Penal Coronel PM Francisco Spargoli Rocha, em Niterói (região metropolitana), ironizou nesta sexta, 28, no Twitter, a notícia de que presos do mensalão que estão na Penitenciária da Papuda, em Brasília, têm regalias e tiveram direito a uma feijoada, não servida a outros detentos.

“Informação da assessoria: preso há cinco dias, Roberto Jefferson não pôde ainda receber a visita de qualquer familiar. Que dirá comer feijoada”, diz o texto publicano na manhã de hoje no Twitter de Jefferson, que tem sido abastecido por assessores todos os dias.

Na noite dessa quinta, 27, os assessores, respondendo a um internauta que perguntou sobre Jefferson, afirmaram: “Recebemos informação de que ele está se adaptando bem, procurando encarar a situação com otimismo.” As visitas no Instituto Penal acontecem nos fins de semana.

Nessa semana, dois juizes de execuções penais do Distrito Federal deixaram os cargos em meio a suspeitas de que condenados do mensalão teriam privilégios no cárcere. Os motivos do afastamento não foram informados. Também pediram remoção os diretores do presídio onde está preso o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) fez, nessa quarta, vistoria no CPP e concluiu que os presos do mensalão não tiveram privilégios. O advogado Alexandre Queiroz, da comissão de Direitos Humanos da OAB, afirmou ao Estado que os condenados foram autorizados a ter uma frigideira e um liquidificador, regalias que os demais condenados que cumprem pena no presídio, segundo ele, também já possuem. No CPP estão os presos que cumprem pena no regime semiaberto.

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