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Política

Brasília

Jaques Wagner diz que Lava Jato não investiga campanha de Dilma

Em sua conta no Facebook,ministro da Casa Civil disse que não houve "ilegalidades" durante a eleição de 2014 e que todos os pagamentos ao marqueteiro João Santana foram declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

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Isadora Perón e Carla Araújo,
O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2016 | 17h09

Brasília - O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou que a 23.ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira, 22, não investiga irregularidades relacionadas à campanha da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista na segunda, os investigadores da força-tarefa explicaram que não há suspeita sobre os repasses da campanha petista para o marqueteiro.

Em sua conta no Facebook, Wagner disse que não houve "ilegalidades" durante a eleição de 2014 e que todos os pagamentos ao marqueteiro João Santana foram declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Apesar da insistência da oposição em dizer o contrário, a 23ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada ontem (segunda-feira), não investiga supostas irregularidades relacionadas à campanha da presidenta Dilma - cuja prestação de contas foi aprovada pelo TSE", afirmou.

Segundo o ministro, a Polícia Federal atestou "de modo inequívoco" que os valores pagos a Santana pelos serviços prestados durante as campanhas eleitorais tanto de Dilma quanto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, obedeceram à lei e foram registrados na Justiça Eleitoral.

Ele disse ainda que os próprios investigadores da Lava Jato não veem "indícios de que tais pagamentos estejam revestidos de ilegalidades".

Santana, que trabalhou nas campanhas que levaram Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014) à Presidência, foi preso nesta terça-feira, quando desembarcou no Brasil. Ele a mulher, Mônica, são investigados por suspeitas de terem recebido dinheiro irregular da Odebrecht em contas no exterior.

Para o juiz Sérgio Moro, há a suspeita de que os recursos dessas contas - US$ 7,5 milhões - tenham saído de contratos da Petrobrás e estejam relacionados aos serviços prestados pelo marqueteiro ao PT.

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