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Jaques Wagner diz que 'cabe à PF' saber motivações dos pagamentos a João Santana

Em entrevsita ao Jornal Nacional, o ministro da Casa Civil citou, ainda, a aprovação das contas da campanha da presidente Dilma Rousseff pelo Tribunal Superior Eleitoral

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Carla Araújo,
O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2016 | 21h53

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou nesta segunda-feira, 22, que cabe à Polícia Federal explicar os supostos pagamentos irregulares recebidos pelo marqueteiro João Santana, que teve a prisão decretada nesta segunda pelo juiz Sérgio Moro.

"Cabe à Polícia Federal, que está fazendo investigação saber quais foram as motivações dos pagamentos aos quais a própria Polícia Federal se refere e por isso o juiz Moro decretou a temporária do João Santana", disse, ao Jornal Nacional, salientando a aprovação das contas da campanha da presidente Dilma Rousseff pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Mais cedo, o coordenador jurídico da campanha eleitoral da presidente Dilma, Flávio Caetano, divulgou nota afirmando que as empresas do marqueteiro receberam pagamento de cerca de R$ 70 milhões em decorrência dos serviços prestados na campanha presidencial à reeleição de Dilma e que os pagamentos feitos a Santana foram legais "e absolutamente transparente".

Na manhã desta segunda-feira, a Justiça Federal do Paraná decretou a prisão do marqueteiro do PT João Santana na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé. O inquérito investiga supostos pagamentos a João Santana e sua mulher, Mônica Moura, pela Odebrecht em paraísos fiscais. Na última década, o publicitário se dedicou no Brasil a campanhas do PT. A Polis Propaganda e Marketing assinou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006 e as da presidente Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. O publicitário e a esposa estão na Republica Dominicana e devem retornar ao Brasil amanhã.

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